Os corpos incorruptos | 20/08/2013


Irmã Santa Bernadette, no mundo mostras à humanidade, que uma pessoa, para chegar ao ponto como você chegou, que até o seu corpo continua inteiro até hoje pelo Poder de Deus, Nosso Criador.

O juiz deste mundo, quando ele pensa em destruir o que Deus fez, ele jamais terá força suficiente. Não só eu, que meu santo corpo continua intacto, e sim de muitos outros. Isto prova que O Nosso Bom Deus mostra O Poder que Ele tem, para que os que não acreditam na Eternidade, possam pensar um pouco melhor, que a vida não se acaba por aqui, aqui só foi o começo, a Vida começa depois que deixa a Terra em santidade. Para chegar ao ponto como eu cheguei, é preciso que a pessoa se entregue inteiramente ao Nosso Salvador. Foi por isso que Ele veio ao mundo pela primeira vez, para mostrar a toda a humanidade que nem tudo está perdido. Por isso, meu irmão Pedro II, tu foste escolhido para mostrar toda a verdade, que Deus existe, e não como os que se dizem servidores, que mostram o que pensam que são, mas a Vontade de Jesus não fazem, que é cumprir todos os Mandamentos. Até nisto eles não falam, deixam a desejar, nas Santas Missas, onde deveriam falar mais no Evangelho, e não no que o homem deixou de fazer, que seriam as histórias de cada um que se santificou. Como por exemplo, quase não se vê os padres falarem em mim, como tantos outros que continuam com o corpo intacto até hoje. São tantas histórias bonitas, que se eles procurassem falar mais sobre o bom comportamento dentro da Igreja, muitos não teriam saído dela, a Igreja que Jesus passou a Pedro I. Por ironia do diabo, quis ele acabar com tudo isto, só que se esqueceu que acima de tudo isto está O Nosso Criador, junto com Sua Santa Mãe que nos ensinou espiritualmente, como foi o meu caso. Ela, por Sua vez, me mostrou o Caminho que nos leva à Eternidade. A grandeza de Deus, Nosso Criador, está aí para que todos possam ver, meu corpo como de tantos outros, por inteiro, onde a terra não pode consumir.

Santa Bernadette e Pedro II

(Obs. Mensagem recebida pelo Confidente Católico Bento da Conceição –Taquaras – Balneário Camboriú – Santa Catarina – Brasil. Informações (0xx47) 3367-7110) Mais Mensagens.

quarta-feira, 27 de setembro de 2000

São Vicente de Paulo


São Vicente de Paulo nasceu no dia 24 de abril de 1581; foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo e Bertranda de Morais. Seus pais eram agricultores e muito religiosos. Todos os seis filhos receberam o ensino religioso de sua mãe.


Vicente nasceu na aldeia de Pooy, perto da cidade de Dax, sul da França. Seus dois irmãos mais velhos ajudavam os pais na lavoura e Vicente era pastor de ovelhas e de porcos. Desde pequeno, demonstrava muita inteligência e grande religiosidade. Em frente à sua casa, em um pé de carvalho, tinha um buraco; ele colocou aí uma pequena imagem da Santíssima Virgem, onde diariamente ajoelhava e fazia uma oração. Diariamente conduzia os animais para melhores pastagens, onde ficava a vigia-los. Aos domingos ia à aldeia, com seus pais, para assistir a missa e frequentar o catecismo.


O Sr. Vigário aconselhou a seu pai para colocar o garoto Vicente em uma escola; via nele um grande futuro, devido sua inteligência. O pai, que era bem ambicioso, colocou-o em um colégio religioso, desejando que ele fosse padre e ser o arrimo da família. Foi matriculado em um colégio de padres Franciscanos, na cidade Dax, onde ele fez os estudos básicos.


Para seguir a carreira sacerdotal fez os estudos teológicos na Universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600. Continuou os estudos por mais 4 anos, recebendo o título de Doutor em Teologia.


Uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança, pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.


Ele foi atrás do devedor, encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ia regressar de navio, por ser mais rápido e mais barato. Na viagem o barco foi aprisionado por barcos de piratas turcos, e levados para a Turquia. Em Tunis foram vendidos como escravos.


Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou pra um seu sobrinho, que vendeu-o para um fazendeiro (um renegado) que antes era católico, e com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas; uma era turca, que ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou e quis saber o significado do que ele cantava. Ela, ciente da história, censurou o marido por ter abandonado uma religião tão bonita. O patrão de Vicente, arrependido, propôs ao escravo a fugirem para a França. Esta fuga só foi realizada 10 meses depois.


Em um pequeno barco, atravessaram o Mar Mediterrâneo e foram dar na costa francesa, em Aignes Nortes e de lá foram para Avinhão. Nesta cidade encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente e voltou para a Igreja Católica.

Padre Vicente e o renegado, ficaram residindo em casa do Vice-Legado. Tendo este de viajar a Roma, levou os dois em sua companhia. Padre Vicente aproveitou a estadia nesta cidade e freqüentou a Universidade, formando em Direito Canônico. O renegado pediu para ser admitido em um Mosteiro e tornou-se monge.


Tendo o Papa de mandar um documento sigiloso para o Rei da França, padre Vicente foi o escolhido. Pelos serviços prestados o Rei indicou-o como Capelão da Rainha. Seu serviço era distribuir esmolas para os pobres que rodeavam o Palácio, e visitar os doentes do Hospital da Caridade, em nome da Rainha.


Padre Vicente não gostava do ambiente do Palácio e passou a morar em uma pensão, no mesmo quarto com um juiz. Certo dia amanhecera doente; o empregado da farmácia que vai atendê-lo, precisando de um copo, vai apanhar em um armário, e viu alí um dinheiro, que era do juiz, e ficou com ele. Na volta do juiz, não encontrando seu dinheiro, quis que padre Vicente desse conta dele; como ele não sabia do acontecido, o juiz colocou-o para fora do quarto e coluniou-o de ladrão.


Padre Vicente fica conhecendo o padre Berulle, que mais tarde foi nomeado Bispo de Paris, e indicou-o para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.


Paróquia pobre, a maioria de seus habitantes eram horticultores. Padre Vicente se deu bem com eles; as missas eram bem participadas e instituiu a comunhão geral nos primeiros domingos o mês. Criou a Confraria do Rosário, para todos os dias visitar os doentes. Padre Vicente atendendo ao padre Berulle, deixa a paróquia e vai ser o preceptor dos filhos do general das Galeras.


Foi residir no Palácio dos Gondi, família rica e da alta nobreza. Eles tinham grandes propriedades e padre Vicente, em companhia da senhora De Gondi, visita uma destas propriedades; é chamado para atender um agonizante e assiste sua confissão. Este disse para a senhora De Gondi, que se não fosse a presença do sacerdote, ele iria morrer em grandes faltas e ia permanecer no fogo eterno.


Padre Vicente percebeu que o povo do campo estava abandonado e na missa dominical concitou o povo a fazer a confissão geral. Teve que arranjar outros padres para ajudá-lo nas confissões, tantos eram os que queriam confessar.Padre Vicente esteve morando com a família Gondi 5 anos. Simulou a necessidade de ir a Paris e Atendendo o chamado do padre Berulle, padre Vicente volta para morar em casa dos Gondi, onde fica mais 8 anos.


Com o auxílio da senhora De Gondi, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridade; a primeira cuida da evangelização dos camponeses e a segunda daria assistência espiritual e corporal aos pobres, isto em 1618. Em Folevile funda uma Confraria de Caridade para homens, em 23/10/1620.


A Congregação das Missões surgiu espontaneamente. Padre Vicente conseguiu alguns colegas para pregações aos camponeses; exigia deles a simplicidade nas pregações, para o povo entender e rapidamente ela foi aumentando. No princípio alugaram uma casa para sua moradia. Com o aumento mudaram para um velho Colégio.


O número aumentava. Um cônego que dirigia um leprosário sem doentes ofereceu em doação os prédios do leprosário para residência dos padres.


A instituição demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633, quando recebeu a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo a Instituição.

Padre Vicente sempre preocupou com as crianças enjeitadas e abandonadas, com os velhos e com os pobres e doentes. Durante sua vida criou grandes obras, que até hoje estão prestando serviços à humanidade.

Um dos biógrafos de São Vicente de Paulo, nos escreve, "as pressas de Santa Luísa não entravam na psicologia do Santo. Entre ambos entabulou-se por essa época a batalha epistolar da lentidão contra a pressa". São Vicente tentava refreá-la, mas sem esfriar o bom impulso que a propulsionava para a frente: "Deixe Deus obrar, e fie-se nEle... e verá cumprir-se os desejos de seu coração"


A primeira irmã de caridade foi uma camponesa de nome Margarida Nasseau, que, com a orientação de Santa Luiza de Marilac, ele estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade. Elas eram 4 camponesas, hoje são centenas. Isto se deu em 29 de novembro de 1633.


Padre Vicente criou tantas obras, que em pouco tempo não é possível enumerá-las; a história de sua vida é uma beleza. A seu respeito existe biografias, que poderão serem estudadas por vocês. Padre Vicente tinha quase 80 anos quando faleceu, dia 27 de setembro de 1660.


Em 16 de junho de 1737 foi canonizado pelo papa Clemente XII, e em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.


Seu corpo repousa na Capela da casa-mãe – São Lázaro, em Paris.


Coração Intacto de São Vicente de Paulo, exposto separadamente do corpo do Santo.


“Deus ama os Pobres e, por conseguinte, ama os que amam os Pobres, porque, quando amamos alguém, temos afeição por seus amigos e servidores. (…) Vamos, pois, meus irmãos, e dediquemo-nos com um amor novo a servir os Pobres, e mesmo busquemos os mais pobres e os mais abandonados” (São Vicente de Paulo, XI, 392-393).


Santo cuja caridade, deve ser exemplo para todo Critão!

“É seguro que, quando a caridade mora numa alma, toma posse de todas as suas potências; não lhe dá descanso; é um fogo que está constantemente ativo; mantém sempre em ação a pessoa que está por ela inflamada” (São Vicente de Paulo, XI, 215-216)




Fonte: http://www.padrejoaosv.com/historia_de_sao_vicente.php

sábado, 23 de setembro de 2000

São Pio de Pietrelcina

Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, São Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo mundo como o "Frei"estigmatizado.


O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muito testemunhos sobre a grande santidade do Frei, chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito.


O Padre Pio de Pietrelcina que se chamava Francesco Forgione, nasceu na Pietrelcina, num pequeno povo da Província de Benevento, em 25 de maio de 1887. Pertencia a  uma família humilde tendo  como  pai Grazio Forgione e a mãe Maria Giuseppa  Di Nunzio tinham outros filhos. Desde muito menino Francesco experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de seus coetâneos. Tal "diferença" foi observada por seus parentes e amigos.  Narra a mamãe Peppa: "Não cometeu nunca nenhuma falta,  não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: - "Francì vá um pouco a brincar". Ele se negava dizendo: - "Não quero ir porque eles blasfemam". Do diário do Padre Agostinho de San Marco em Lamis, o qual foi um dos diretores espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892 quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras experiências místicas espirituais. Os Extasies e as aparições foram freqüentes, mas  para o menino pareciam serem absolutamente normais.
São Pio de Pietrelcina, recebendo a Santa Comunhão de joelhos e na boca.
Há se todos os Católicos imitassem este exemplo!

Com o passar do tempo, realizou-se para Francesco o que foi o seu maior sonho: consagrar totalmente a sua vida a Deus.


Em 6 de janeiro de 1903, aos dezesseis anos, entrou como clérigo na ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote na Catedral de Benevento, a 10 de agosto de 1910. Teve assim início sua vida sacerdotal que por causa de suas condições precárias de saúde, se passou primeiro em muitos conventos da província de Benevento. Esteve em vários conventos por motivo de saúde, assim, a partir de 4 setembro de 1916 chegou ao convento de San Giovanni Rotondo, sobre o Gargano, onde ficou até 23 de setembro de 1968, dia de seu pranteado falecimento.

São Pio de Pietrelcina, apostolo do confessionário! 

Nesse longo tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a noite, muito antes da aurora, se dedicava a oração e com grande fervor aproveitando a solidão e silêncio da noite. Visitava diariamente por longas horas a Jesus Sacramentado, preparando-se à Santa Missa, e daí sempre tirou as forças necessárias, para seu grande trabalho com as almas, levando-as até Deus no Sacramento da Confissão. Atendia confissão por longas horas, até 14 horas diárias, e assim salvou muitas almas.

São Pio de Pietrelcina, só distribuía a Santa Comunhão aos fieís que estavam de joelhos, e somente na boca.
Nunca aderiu a Comunhão sacrílega de pé e na mão! 




Encontro de dois Santos:
São Pio de Pietrelcina dando a Santa Comunhão
ao Servo de Deus 
Giacomo Gaglione.

Pessoas vinham do mundo inteiro,
 para pedir os conselhos do São Pio de Pietrelcina.

Um dos acontecimentos que marcou intensamente a vida do Padre Pio foi que se verificou na manhã do 20 de setembro de 1918, quando, rezando diante do Crucifixo do coro da velha e pequena igreja, o Padre Pio recebeu o maravilhoso presente dos estigmas. Os estigmas ou as feridas foram visíveis e ficaram abertas, frescas e sangrentas, por meio século. Este fenômeno extraordinário tornou a chamar, sobre o Padre Pio a atenção dos médicos, dos estudiosos, dos jornalistas, enfim sobre toda a gente comum que, no período de muitas décadas foram a San Giovanni Rotondo para encontrar o santo frade.

Numa carta ao Padre Benedetto, datada de 22 de outubro de 1918, o Padre Pio narra a sua "crucifixão": O que posso dizer aos que me perguntam como é que aconteceu a minha crucifixão? Meu Deus! Que confusão e que humilhação eu tenho o dever de manifestar o que Tu tendes feito nessa mesquinha criatura!"
"Foi na manhã do 20 do mês passado ( setembro ) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso do espírito, pareceu um doce sonho. Toso os sentidos interiores e exteriores, além das mesmas faculdades da alma, se encontraram numa quietude indescritível. Em tudo isso houve um silêncio em torno de mim e dentro de mim; senti em seguida uma grande paz e um abandono na completa privação de tudo e uma disposição na mesma rotina.
Tudo aconteceu num instante. E em quanto isso se passava, eu vi na minha frente um misterioso personagem parecido com aquele que tinha visto na tarde de 5 de agosto. Este era diferente  do primeiro, porque tinha as mãos, o pés e o peito emanando sangue. A visão me aterrorizava, o que senti naquele instante em mim não sabia dizê-lo. Senti-me desfalecer e morreria, se Deus não tivesse intervindo sustentar o meu coração, o qual sentia saltar-me do peito. A visão do personagem desapareceu e dei-me conta de que minhas mãos, pés e peito foram feridos e jorravam sangue. Imaginais o suplício que experimentei então e que estou experimentando continuamente todos os dias. A ferida do coração, continuamente, sangra. Começa na quinta feira pela tarde até sábado. Meu pai, eu morro de dor pelo suplício e confusão que experimento no mais íntimo da alma. Temo morre en sangue, se Deus não ouvir os gemidos do meu pobre coração, e ter piedade de retirar de mim está situação..."


São Pio de Pietrelcina, celebrando a Santa Missa de frente para o Sacrário.


 Durante anos, de todas as partes do mundo, os fiéis foram a este sacerdote estigmatizado, para conseguir a sua potente intercessão junto a Deus. Cinqüenta anos passados na oração, na humildade, no sofrimento e no sacrifício, de onde para atuar seu amor, o Padre Pio realizou duas iniciativas em duas direções: uma vertical até Deus com a fundação dos "Grupos de ruego", hoje chamados "grupos de oração"e outra horizontal até os irmãos, com a construção de um moderno hospital: "Casa Alívio do Sofrimento".

São Pio de Pietrelcina, administrando o Sacramento do Batismo.


Em setembro os 1.968 milhares de devotos e filhos espirituais do Padre Pio se reuniram em um congresso em San Giovanni Rotondo para comemorar o 50 aniversário dos estigmas e celebrar o quarto congresso internacional dos Grupos de Oração. 


Ninguém imaginou que às 2h30 da madrugada do dia 23 de setembro de 1968, seria o doloroso final da vida do Padre Pio de Pietrelcina. Deste maravilhoso frei, escolhido pro Deus para derramar a sua Divina Misericórdia de uma maneira especial.


Seu corpo de encontra intacto.






Fonte: http://www.padrepio.catholicwebservices.com/PORTUGUES/Biografia_port.htm


Veja a vida de São Pio de Pietrelcina

 

terça-feira, 19 de setembro de 2000

São Gennaro (São Januário)


Bispo de Benevento.
Célebre patrono da cidade italiana de Nápoles, onde é conhecido como San Gennaro. É festejado todos os 19 de setembro, quando se repete o milagre da transubstanciação (transformação) de seu sangue, armazenado num relicário.

O milagre de São Januário (San Gennaro)
São Januário nasceu em Nápoles, no ano 270 d.C. Nada se sabe ao certo sobre os primeiros anos de sua vida. Em 302 foi ordenado sacerdote, e por sua piedade e virtude foi escolhido, pouco depois, para Bispo de Benevento. Sua caridade, infatigável zelo e solicitude pastoral desterraram de sua diocese a indigência, tendo ele socorrido a todos os necessitados e aflitos.
Quando em 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou em todo o Império cruel perseguição contra o Cristianismo, obrigando os fiéis a oferecer sacrifícios às divindades pagãs, nosso santo teve muitas ocasiões de manifestar o valor de seu zelo, socorrendo os cristãos, não só nos limites de sua diocese, mas em todas as cidades circunvizinhas. Penetrava nos cárceres, estimulando seus irmãos na fé e perseverança final, alcançando também, naquela ocasião. grande número de conversões. O êxito de seu apostolado não tardou a despertar atenção de Dracônio, governador da Campânia, que o mandou prender.
Diante do tribunal, São Januário foi reprovado pelo pró-consul Timóteo, que lhe apresentou a seguinte alternativa:
— “Ou ofereces incenso aos deuses, ou renuncias à vida”.
— “Não posso imolar ao inimigo, pois tenho a honra de sacrificar todos os dias ao verdadeiro Deus" - respondeu com altaneria o santo, referindo-se à celebração eucarística.
Irado, o pró-consul ordenou que o santo Bispo fosse lançado imediatamente numa fornalha ardente. Mas Deus quis renovar em favor de seu fiel servo o milagre dos três jovens israelitas, atirados também nas chamas, de que fala o Antigo Testamento. São Januário saiu desta prova do fogo ileso, para grande surpresa dos pagãos.
O tirano, atribuindo o prodígio a artes mágicas, ordenou que São Januário e mais seis outros cristãos fossem conduzidos a Puzzoles, onde seriam lançados às feras na arena.
No dia marcado para o suplicio, o povo lotou o anfiteatro da cidade. No centro da arena. São Januário encorajava os companheiros: “Ânimo, irmãos, este é o dia do nosso triunfo, combatamos com valor nosso sangue por Aquele Senhor, a quem devemos a vida”.
Mal terminara de falar foram libertados leões, tigres e leopardos famintos, que correram em direção às vítimas. Mas, em lugar de despedaçá-las, prostraram-se diante do Bispo de Benevento e começaram a lamber-lhes os pés. Ouviu-se então um grande murmúrio no anfiteatro, que reconhecia não existir outro verdadeiro Deus senão o dos cristãos. Muitos pediram clemência. Mas o pró-consul, cego de ódio, mandou decapitar aqueles cristãos, sendo executada a ordem na praça Vulcânia, no dia 19 de setembro de 305.
Os corpos dos mártires foram conduzidos pelos fiéis às suas respectivas cidades. Segundo relataram as crônicas, uma piedosa mulher recolheu em duas ampolas o sangue que escorria do corpo de São Januário, quando este era transportado para Benavento.
Os restos mortais do Bispo mártir foram transladados para sua cidade nata — Nápoles — em 432. No ano 820 voltaram para Benavento. Em 1497 retornaram definitivamente para Nápoles, onde repousam até hoje, em majestosa Catedral gótica.
Aí se realiza o perpétuo sangue, que se dá duas vezes por ano, no sábado que antecede o primeiro domingo de maio aniversário da primeira transladação, e a 19 de setembro, festa do martírio do santo e no dia 16 de dezembro (dia em que Nápoles foi protegido da erupção do Vesúvio). As datas da liquefação do sangue de São Januário são celebradas com grande pompa e esplendor.

As relíquias são expostas ao público, e se a liquefação não se verifica imediatamente. iniciam-se preces coletivas. Se o milagre tarda, os fiéis compenetram-se de que a demora se deve a seus pecados. Rezam então orações penitenciais, como o salmo “Miserere”, composto pelo Santo Rei Davi. Como ocorre no video a seguir:




Quando o milagre ocorre, o Clero entoa solene Te Deum, a multidão prorrompe em vivas. os sinos repicam e toda a cidade se rejubila.
Entretanto, sempre que nas datas costumeiras o sangue não se liquefaz, Isso significa o aviso de tristes acontecimentos vindouros, segundo uma antiga tradição nunca desmentida.
O sangue de São Januário está recolhido em duas ampolas de vidro, hermeticamente fechadas, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60 cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25 cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos.
A liquefação do sangue produz-se espontaneamente, sob as mais variadas circunstâncias, independentemente da temperatura ou do movimento, o sangue passa do estado pastoso ao fluido e, até, fluidíssimo. A liquefação ocorre da periferia para o centro e vice-versa. Algumas vezes, o sangue liquefaz-se instantânea e inteiramente, ou, por vezes, permanece um denso coágulo em meio ao resto liquefeito. Alterar-se o colorido: desde o vermelho mais escuro até o rubro mais vivo. Não poucas vezes surgem bolhas e sangue fresco e espumante sobe rapidamente até o topo da ampola maior.

Trata-se verdadeiramente de sangue humano, comprovado por análises espectroscópicas.
Há algumas peculiaridades, que constituem outros milagres dentro do milagre liquefação, há uma variação do volume: algumas vezes diminui e outras vezes aumenta até o dobro. Varia também quanto à massa e quanto ao peso.
Em janeiro de 1991, o prof. G. Sperindeo utilizando-se, com o máximo cuidado, de aparelhos de alta precisão, encontrou uma variação de cerca de 25 gramas. O peso aumentava enquanto o volume diminuía. Esse acréscimo de peso contraria frontalmente o princípio da conservação da massa (uma das leis fundamentais da Física) e é absolutamente inexplicável, pois as ampolas encontram-se hermeticamente fechadas, sem possibilidade de receber acréscimo de substâncias do exterior.
A notícia escrita mais antiga e segura do milagre consta de uma crônica do século XIV. Desde 1659, estão rigorosamente anotadas todas as liquefações, que já perfazem mais de dez mil!
A relíquia de São Januário tem protegido Nápoles eficazmente contra a peste e as erupções do Vesúvio, distante da cidade apenas duas léguas e meia. Por ocasião de uma erupção em 1707, que ameaçava destruir Nápoles, o povo levou as ampolas em solene procissão até o sopé do vulcão; imediatamente a erupção cessou!
Em 1944, o Vesúvio expeliu lavas, cinzas, pedras e uma poeira arenosa, que alcançou grande altura. Foi sua última erupção. O vento levou essa poeira através do Mediterrâneo, a qual chegou a atingir a Grécia, a Turquia, a Espanha e o Marrocos. Nápoles permaneceu imune.
Supliquemos a este grande Santo Protetor, que salve não apenas Nápoles, mas a Itália e o mundo inteiro de um incêndio mil vezes pior do que o produzido por erupções vulcânicas: o comunismo, a seita atéia, que visa varrer da face da terra o nome cristão.

Documentário: assista com discernimento. 









domingo, 10 de setembro de 2000

São Nicolau de Tolentino


    São Nicolau nasceu em Santo Ângelo em março de Ancona, mas é chamado Nicolau de Tolentino, de ter residido durante os últimos trinta anos de sua vida no último lugar. Seus pais, Campanus e Amata, eram longos, sem problema, e desejando ser abençoado com um filho, eles fizeram uma peregrinação a Bari, para o santuário do santo bispo São Nicolau. Tendo mais fervorosamente realizaram suas devoções, eles foram favorecidos com uma aparição do Santo, que lhes disse que eles teriam um filho, a quem eles devem chamar Nicholas, e que se tornaria um homem de eminente virtude. A verdade desta previsão logo foi dado a conhecer. 


Amata deu à luz um filho, que, de acordo com o comando do Santo, foi nomeado Nicholas. Foi um fato marcante, que a partir de sua infância, Nicholas possuía, em um grau eminente, o espírito de oração, e quando, como é o hábito das crianças, ele derramou lágrimas, nada poderia acalmá-lo mais facilmente do que ser dito que eles iriam levá-lo à igreja. Quando lá estava ele, sempre calmo, e como ele se tornou mais velho, ele mostrou uma reverência que era verdadeiramente angelical. Ele nunca falou uma palavra, enquanto na casa de Deus, nunca olhou com curiosidade sobre. Em toda a sua conduta nunca foi visto qualquer infantilidade ou frivolidade. 


 São Nicolau de Tolentino, ressuscita uma criança.

Quando tinha idade suficiente para começar seus estudos, ele mostrou entusiasmo notável para adquirir conhecimentos, e fez um grande progresso: em conseqüência do que ele era, quando ainda muito jovem, admitiu entre os cânones da Igreja de São Salvador. Mas um dia, ao ouvir um sermão sobre as palavras do Apóstolo: "Não ameis o mundo, ou o que está no mundo", proferida por um eremita agostiniano, ele percebeu um desejo interior para deixar tudo o que é temporal, e servir a Deus mais perfeitamente em um estado religioso. Daí ele foi, imediatamente após o sermão, para o superior da Ordem, e pediu para ser recebido como um novato. Seu pedido foi atendido, e cumprindo a profecia de São Nicolau, que deu, já no ano de sua liberdade condicional, as manifestações de virtudes verdadeiramente eminentes, que o levou a ser autorizados a fazer a sua profissão mais cedo do que era habitual. 


São Nicolau de Tolentino, salva uma criança afogada.
  
Sua mortificação constante excitou a admiração de todos com quem ele entrou em contato. Ele tinha ouvido, quando apenas sete anos de idade, que o seu santo padroeiro, São Nicolau, teve, quando uma criança, absteve-se todas as quartas e sexta-feira, do seio de sua mãe, e começou imediatamente a passar os mesmos dois dias sem qualquer alimento. Para estes dois dias de jejum, que, com o passar do tempo, acrescentou mais dois. Durante 30 anos, ele nunca comeu carne ou peixe, ele mesmo se absteve de ovos, leite e frutas, contentando-se com pão, legumes e água. Mesmo quando seriamente doente, ele não desviou esta austeridade. Certa vez, quando os médicos prescreveram carne para ele, o superior geral da Ordem ordenou-lhe que siga os seus conselhos, ele obedeceu, mas ter tomado um pouco, ele pediu para ser dispensado de comer, pois, dizendo que ele, iria recuperar a força sem ela, o que não deixou de acontecer. 

São Nicolau de Tolentino, ressuscita duas pombas.

Além destes jejuns contínuos, o santo homem castigou seu corpo inocente de várias maneiras. Ele sempre usava uma camisa de cabelo, e mandou açoitar-se todas as noites, com uma corrente de ferro. Ele deu um breve descanso, à noite no chão nu, e nunca permitiu que seu corpo a menor recreação. Um dia, quando alguém lhe disse para não ser muito severo consigo mesmo, ele disse: "Eu não entrei no estado religioso para o meu próprio conforto."   

 O demônio, esforçou-se em vão para perturbar o zelo piedoso do servo de Deus, por visões terríveis e maus-tratos cruéis, mas Nicholas aderiu fielmente o caminho que havia escolhido. Sua solicitude para a salvação das almas era incansável, e ele reformou um grande número de seus sermões e discursos particulares. Para visitar os doentes e prisioneiros e para confortar e ajudá-los, era o seu maior prazer. 



 Não foi menos profunda compaixão pelas almas do purgatório, e como ele oferecido suas orações, suas penitências e Santa Missa para eles, ele lançou uma grande parte de seu sofrimento. Para Maria, a Mãe Divina, ele foi mais fervorosamente dedicado a partir de sua infância e, portanto, ele recebeu muitos e grandes favores dela.Certa vez, quando sofria de uma febre grave, ele pensou que sua última hora havia chegado, e ele foi superado com medo, meditando nos acórdãos do Todo-Poderoso. Ele apelou para sua amada Mãe, a Virgem Maria, que se dignou a aparecer-lhe, dizendo-lhe para deixar de lado todo o medo e ter esperança. Ela, ao mesmo tempo, abençoado um pedaço de pão que estava deitada ao lado dele, e disse-lhe de comer, o que ele não tinha feito mais cedo, assim fazendo-o, a febre o deixou. Esta é a origem do chamado pão Tolentino, que é abençoado na festa deste santo, e muitas vezes é muito benéfico para o doente.

São Nicolau de Tolentino, ressuscita duas pombas.
  Ele próprio operou muitos milagres em favor dos enfermos e pobres, como pode ser visto em sua biografia. Nós só iremos adicionar algumas linhas sobre a sua morte feliz, a hora que Deus tinha revelado a ele, mas que foi precedida por uma doença dolorosa, que durou seis meses. Durante este tempo, ele derivou um consolo indescritível de música celestial que ele ouviu durante a noite ou pela manhã. Várias vezes, este foi ouvido também por aqueles que estavam com ele. Ele recebeu os sacramentos com maravilhosa devoção, derramando muitas lágrimas. O crucifixo, que anexou uma partícula da madeira da cruz santa, beijou fervorosamente, pedindo ao Todo-Poderoso para ajudá-lo em seu último combate, e para protegê-lo de todos os perigos pelo poder da Santa Cruz. Além disso, seu coração encheu-se com o desejo de ver Deus no céu, a quem ele amava acima de tudo na terra. Por isso ele chamou em voz alta, várias vezes: "Oh que eu possa ser dissolvido, e estar com Cristo!" Pouco antes de morrer, uma santa alegria foi visto em seu rosto, e quando perguntado a causa disso, ele respondeu: "Nosso Senhor, Jesus Cristo, apoiando-se em cima de sua amada Mãe e Santo Agostinho, me chama com estas palavras: "Vem, ó servo piedoso e fiel! Entrar no gozo do teu Senhor" Tendo dito isso, ele fixou os olhos sobre o crucifixo, dizendo: "Senhor, nas tuas mãos entrego o meu espírito", e expirou.

Ele é representado com um lírio na mão e uma estrela no peito. O lírio representa a pureza angelical e inocente que ele manteve inviolável;  a estrela, a vida santa do grande servo do Altíssimo St. Nicholas foi, durante sua vida, uma estrela brilhante na igreja de Deus, em conta de suas muitas e grandes virtudes. Seu túmulo brilha ainda, nos nossos dias, com uma luz divina, por causa dos muitos e grandes milagres com que Deus honra seu servo fiel. 

Corpo Incorrupto de São Nicolau de Tolentino