Os corpos incorruptos | 20/08/2013


Irmã Santa Bernadette, no mundo mostras à humanidade, que uma pessoa, para chegar ao ponto como você chegou, que até o seu corpo continua inteiro até hoje pelo Poder de Deus, Nosso Criador.

O juiz deste mundo, quando ele pensa em destruir o que Deus fez, ele jamais terá força suficiente. Não só eu, que meu santo corpo continua intacto, e sim de muitos outros. Isto prova que O Nosso Bom Deus mostra O Poder que Ele tem, para que os que não acreditam na Eternidade, possam pensar um pouco melhor, que a vida não se acaba por aqui, aqui só foi o começo, a Vida começa depois que deixa a Terra em santidade. Para chegar ao ponto como eu cheguei, é preciso que a pessoa se entregue inteiramente ao Nosso Salvador. Foi por isso que Ele veio ao mundo pela primeira vez, para mostrar a toda a humanidade que nem tudo está perdido. Por isso, meu irmão Pedro II, tu foste escolhido para mostrar toda a verdade, que Deus existe, e não como os que se dizem servidores, que mostram o que pensam que são, mas a Vontade de Jesus não fazem, que é cumprir todos os Mandamentos. Até nisto eles não falam, deixam a desejar, nas Santas Missas, onde deveriam falar mais no Evangelho, e não no que o homem deixou de fazer, que seriam as histórias de cada um que se santificou. Como por exemplo, quase não se vê os padres falarem em mim, como tantos outros que continuam com o corpo intacto até hoje. São tantas histórias bonitas, que se eles procurassem falar mais sobre o bom comportamento dentro da Igreja, muitos não teriam saído dela, a Igreja que Jesus passou a Pedro I. Por ironia do diabo, quis ele acabar com tudo isto, só que se esqueceu que acima de tudo isto está O Nosso Criador, junto com Sua Santa Mãe que nos ensinou espiritualmente, como foi o meu caso. Ela, por Sua vez, me mostrou o Caminho que nos leva à Eternidade. A grandeza de Deus, Nosso Criador, está aí para que todos possam ver, meu corpo como de tantos outros, por inteiro, onde a terra não pode consumir.

Santa Bernadette e Pedro II

(Obs. Mensagem recebida pelo Confidente Católico Bento da Conceição –Taquaras – Balneário Camboriú – Santa Catarina – Brasil. Informações (0xx47) 3367-7110) Mais Mensagens.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2000

Beato Sebastián de Aparicio


Religioso franciscano espanhol nascido na região rural de La Gudiña, Orense, que fez fortuna como empresário no México, construindo estradas e explorando negócios com meios de transporte e que, posteriormente, com mais de 70 anos, entrou para a Ordem Franciscana e tornou-se um generoso benfeitor dos pobres, distribuindo sua riqueza.
De origem campesina, era o terceiro filho dos lavradores Juan Aparicio e Teresa Prado, e cresceu analfabeto, trabalhando os animais domésticos da fazenda, na agricultura da terra e em profunda religiosidade.

Depois da morte dos pais assumiu os serviços da fazenda, mas ao ouvir as histórias do Novo Mundo, passou a sonhar com a América. Aos 20 anos decidiu-se pela aventura e partir para novos caminhos onde pudesse ganhar dinheiro e para melhorar a situação econômica de seus parentes. Partiu para Castilla, depois Padornelo, Sanabria e Zamora até chegar a Salamanca. Desinteressado por estudos, trabalhou duro enquanto a idéia de ir para a América não lhe abandonava.



Finalmente (1533) embarcou no porto de Sanlúcar de Barrameda, como faziam naquela época milhares de aventureiros, soldados, mercadores, lavradores, missionários etc, para a Nueva España, em busca do eldorado americano.Depois de três meses de navegação desembarcou em Vera Cruz e seguiu para a nova cidade fundada (1531) pelo franciscano Toribio de Benavente para receber os imigrantes: Puebla de los Angeles.


Pés do Beato Sebastián de Aparicio

Começou como lavradores com a facilidade e a abundância de terras logo prosperou com suas pastagens e aumentando o rebanho de bovinos e cavalos. Dois anos depois (1535) percebeu o filão e começou a investir no transporte de mercadorias e passageiros entre Vera Cruz, Publa, Cidade do México e outras localidades e assim transformou-se no primeiro empresário do ramo na história do país.

Em menos de 20 anos de investimentos em meios de transporte e estradas, já era um dos homens mais ricos do México. Vendeu sua transportador (1552) e comprou uma grande propriedade cultivável entre Tlalnepantla e Atzcapotzalco, próxima da capital mexicana e passou a praticar benevolências com todos os pobres e necessitados que o procuravam. Aos 51 anos mudou-se para Atzcapotzalco e cinco anos depois, casou-se na igreja franciscana do convento de Tacuba, mas um ano depois sua esposa faleceu e casou-se novamente dois anos depois, então com María Esteban, que também morreria apenas oito meses depois.


Muito doente, resolveu não mais se casar e se dedicar aos pensamentos cristãos e se retirou para o convento franciscano de Tlalnepantla e começou a distribuir suas riquezas entre os pobres. Dou, por exemplo, 20.000 pesos (1573) para o convento das Pobres Clarissas da Cidade do México. Vestiu (1574 ) o hábito franciscano, como noviço, no convento de San Francisco de México.

Viveu o resto de seus dias pregando e praticando caridade, humilde e infatigável, enquanto sofria de uma doença nunca identificada.



Morreu em Puebla de los Angeles (1600) e foi sepultado no convento local de San Francisco, onde seu corpo que hoje se encontra exposto em uma redoma transparente, misteriosamente não se decompôs, gerando romarias e venerações. Foi beatificado pelo papa Pío VI el 17 de maio (1789) e sua festa votiva é comemorada no dia 25 de fevereiro.


Reportagem sobre o Milagre:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2000

Santa Margarida de Cordoba





Santa Margarida nasceu na cidade de Laviano, diocese de Chiusi, na Toscana, em meados o século XIII.

De sua primeira infância, nada se sabe a não ser que perdeu a mãe quando tinha sete ou oito anos de idade.

Como acontece com certa freqüência, a madrasta que veio preencher o lugar de sua progenitora, dois anos depois de sua morte, começou a tratá-la mal, encontrando defeito em tudo o que ela fazia.


Ora, Margarida tinha um coração terno e uma natureza ardente. E não encontrando em casa o afeto de que necessitava, foi procurá-lo fora.

Tornou-se uma formosa adolescente, cheia de graças e encantos. Isso constituiu sua desgraça.

Quando contava 15 anos, o filho do senhor de Montepulciano dela se enamorou e convenceu-a a ir viver com ele pecaminosamente, prometendo-lhe que futuramente haveriam de se casar.


Os remorsos de consciência foram abafados.

 
Em meio ao luxo, às festas, aos passeios, Margarida reprimia sua consciência, que de tempos em tempos, como um aguilhão, a torturava.

 Mais tarde ela dirá:

“Em Montepulciano perdi a honra, a dignidade, a paz; perdi tudo, menos a fé”.


E era essa fé que aflorava e a fazia sonhar com outra vida muito diferente da que então levava.

Algumas vezes, por exemplo, vendo certos lugares recolhidos, comentava:

 “Como seria bom rezar aqui!

Que lugar próprio para se levar uma vida penitente e solitária”.


Mas novas jóias, novas festas, novas promessas abafavam esses bons movimentos de seu coração.


Certa vez em que algumas damas elogiavam sua beleza, ela respondeu profeticamente:

“Não façam caso disso.

Chegará o dia em que vocês me tratarão como santa e irão, com o bordão na mão, visitar meu túmulo”.

Assim, Margarida viveu nove anos nessa união ilícita, contrária à Lei de Deus, quando sobreveio um acontecimento dramático que deveria mudar sua vida.


Visão funérea e graça da conversão

Certo dia seu concubino não voltou para casa, e nem no dia seguinte.

Aflita, Margarida viu chegar apenas a cadelinha dele, que, ganindo tristemente, a puxava pelo vestido, indicando-lhe que a seguisse.


Margarida, ansiosa, seguiu o animal até um bosque nas imediações, onde encontrou um amontoado de galhos que o animalzinho esforçava-se para levantar.

Tirando os galhos de cima, deparou com o cadáver de seu concubino apunhalado, envolto em sangue, e que já começava a dar os primeiros sinais de putrefação.

Ante essa sinistra visão, ela deu um grito e caiu desmaiada.



Foi o golpe de misericórdia da Providência.

Apenas voltando a si, Margarida pensou sobre o destino eterno daquele de quem fora cúmplice no pecado.

 Encheu-se de tal horror de sua existência pecaminosa, que, naquele momento, fez o propósito de mudar inteiramente de vida.

No lar paterno, rejeitada pela madrasta

Depois do enterro do infeliz jovem, Margarida vendeu tudo o que tinha, distribuiu entre os pobres e, vestida muito simplesmente de preto, retornou à casa do pai, pedindo perdão e abrigo.

O pai comoveu-se, mas a seu lado estava a madrasta, que imediatamente exclamou: “Ou ela ou eu!”.


A porta da casa paterna foi-lhe então cruelmente fechada.


Desolada e sem saber o que fazer, sem recursos e sem residência, no auge da provação, Margarida sentou-se num tronco à beira do caminho.

 O demônio logo entrou em cena, tentando-a:

“Você tem somente 26 anos e está no auge de sua formosura.

Muitos outros pretendentes surgirão.

Vamos, erga a cabeça e recomece de novo a vida de fausto e de alegria!”.

“Não! –– exclamou Margarida, resoluta.

Já ofendi muito a Nosso Senhor, que verteu seu sangue inocente por mim.

Mais vale a pena mendigar o pão que voltar ao pecado”.

Nesse momento outra voz, a da graça, se fez ouvir:

“Em Cortona os filhos de São Francisco compadecer-se-ão de ti e dir-te-ão o que fazer”.

Nessa época Cortona era uma república, com administração autônoma.

Era próspera e tinha vida religiosa intensa.

A pobre Margarida, sem conhecer ninguém, procurou o convento dos frades franciscanos.

Duas damas locais, Marinaria e Romeria Boscari, a encontraram e ficaram comovidas ao ver sua profunda tristeza e o sofrimento que se exprimia em seu rosto.

Com bondade, perguntaram-lhe se precisava de algo.

Margarida abriu-lhes a alma, contou seus pecados e sua inspiração de procurar os franciscanos da cidade.

As duas nobres senhoras ofereceram-lhe abrigo em sua casa, e elas mesmas a apresentaram a Frei Bevegnati, varão venerável por sua virtude, que depois viria a escrever a história de Margarida.

 Esta, entre lágrimas e suspiros, fez uma confissão geral tão minuciosa, que durou oito dias.

Pediu depois admissão na Ordem Terceira franciscana, também chamada da Penitência.

Radicalidade na penitência obtém o perdão divino

Preocupada em evitar uma recaída no pecado, Margarida cortou a formosa cabeleira, que tanto orgulho lhe causara, expôs o rosto ao sol para perder seu frescor, e examinava como reparar seu escândalo.

 Passou a dormir no solo e a alimentar-se apenas de ervas.

Certo domingo apareceu ela em Laviano na hora da Missa mais freqüentada, com uma corda ao pescoço, e ali, em altas vozes, pediu perdão a seus concidadãos pelo mau exemplo que lhes dera.

Outra vez, em Cortona, Margarida fez-se arrastar com uma corda ao pescoço pelas ruas da cidade, enquanto uma mulher gritava:

“Eis esta Margarida, que perdeu tantas almas;

eis esta pecadora, que profanou tanto nossa cidade”.

No intuito de se humilhar, muito mais coisas teria feito, se a obediência lhe tivesse permitido.

Margarida passava horas e horas de joelhos diante do Crucifixo, chorando por seus pecados.



 Seu arrependimento foi tão profundo e sincero, que um dia o Crucificado disse-lhe:

“Teus pecados te são perdoados”.

Outra vez, quando em prantos meditava na Paixão de Nosso Senhor, Este perguntou-lhe:

“Que queres, minha pobre pecadora?”.

E Margarida, num transporte de amor, respondeu:

“Senhor Jesus, não quero senão a Vós, e não procuro senão a Vós”.

Participação na Paixão do Divino Redentor

Em pouco tempo Margarida passou a ser visitada por elevadas graças místicas.

 Narra seu confessor e biógrafo:

“Pediu-me que não me ausentasse do convento, porque Deus lhe preparava algo extraordinário.

Depois da Missa conventual, ela foi arrebatada em espírito.

À sua vista desenrolou-se o drama da Paixão.

Viu o Salvador vendido pelo beijo de Judas, negado por São Pedro, abandonado pelos Apóstolos, insultado pelos pretorianos.

Ouviu os golpes dos açoites, os gritos do populacho, o ruído do martelo quando Lhe cravavam mãos e pés. Explicou-me as cenas da Paixão, sem conhecer a presença da população de Cortona, que havia vindo para presenciar tão extraordinário fato. Tinha os braços em cruz, e as contrações de seu rosto refletiam a violência de suas emoções. À mesma hora em que expirou a vítima do Calvário, inclinou a cabeça e pareceu também que ela expirava.

Os que estavam presentes não cessavam de soluçar”.

Outra vez, acabrunhada pelo peso das tentações, gemia aos pés do Crucifixo.

 Disse-lhe Nosso Senhor:

“Tem ânimo, minha filha, por mais violentos que sejam os esforços do demônio, pois Eu estou contigo no combate, e sempre sairás vitoriosa.

 Sê fiel a todos os conselhos do teu diretor;

confia cada dia mais e mais em minha bondade,

desconfia de ti mesma, e com o socorro de minha graça triunfarás do inimigo”.


De vários lugares, desde Roma até a Espanha, vinham pessoas ver a que se tornou “a taumaturga de Cortona”, pela fama dos milagres por ela operados.

Pedia-se, por sua mediação, a conversão de pecadores, a cura de enfermos, a liberação de endemoniados.

Foi graças a Margarida que os güelfos, partidários dos Papas, fizeram as pazes com os gibelinos, partidários do Imperador alemão, depois que ela, por ordem de Deus, correu pelas ruas de Cortona gritando:

“Cortonenses, fazei penitência e reconciliai-vos com vossos inimigos”.

Nosso Senhor afirmou lhe nessa ocasião:

“Cortona merecia ser castigada,

 mas, pelo amor que te tem, Eu a perdoarei”.


O Divino Salvador também fez-lhe o seguinte elogio:

“Tu és a terceira luz dada à Ordem de meu bem-amado Francisco.

Ele foi a primeira, entre os Frades Menores;

Clara foi a segunda, entre as monjas;

tu és a terceira, na Ordem da penitência.

Com esmolas recebidas Margarida fundou o Hospital de Santa Maria da Misericórdia, para cuidar dos pobres da cidade, a cargo de suas irmãs da Ordem Terceira Franciscana reunidas em uma Congregação por ela fundada, a das Poverelle. Muitos milagres, que o limite deste artigo não permite transcrever, foram operados por intercessão da penitente de Cortona.


ALTAR TÚMULO DE SANTA MARGARIDA DE CORTONA

A visão porém, mais consoladora que Cristo lhe concedeu, foi uma, pouco antes do feliz trânsito, em que Jesus, anunciando-lhe a proximidade da morte, assegurou-lhe a completa remissão dos pecados passados e que sua alma iria para o céu, acompanhada de todas as almas do Purgatório, que deviam a libertação às suas orações e boas obras. Com santa impaciência aguardou Margarida a chegada desta feliz data. Era o dia 22 de fevereiro de 1297.

Seu corpo, transcorridos mais de 700 anos de sua morte, continua incorrupto.



 Ele pode ser visto num relicário de cristal, exposto na Basílica dedicada à sua honra, em Cortona.


Corpo de Santa Margarida de Cortona


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000

Vener. José Luiz Sánchez del Río


Em tom de zombaria, o comandante do pelotão de fuzilamento perguntou ao jovem mártir se desejava, antes de ser executado, enviar uma mensagem para seus pais. Ele respondeu: "Sim, diga-lhes que vamos nos rever no Céu".

Corria o ano de 1926 e, a não ser pela crescente hostilidade do governo de Plutarco Elías Calles contra a Igreja, dir-se-ia que no Estado de Michoacán, no México, o tempo havia parado.

Essa zona agrícola situada entre grandes montanhas e lagos foi marcada pela infatigável evangelização dos missionários franciscanos, agostinianos e de outras ordens religiosas, o que, aliado ao temperamento rijo de seus habitantes, curtidos pela inclemência do clima, e ao relativo afastamento das grandes cidades, tinha dado forma a uma das regiões mais católicas do México e talvez da América.

O Bajío - como é chamado o conjunto formado pelos estados de Jalisco, Aguas Calientes, Guanajuato, Querétaro y Michoacán - é a zona que mais mártires deu à Igreja Católica na América do século XX, e permanece até hoje uma sementeira de vocações religiosas.

Um desses exemplos de santidade é o que vou relatar em seguida.





"E os meninos também podem ser mártires?"

Sahuayo era uma pequena aldeia do estado de Michoacán. Após o trabalho diário, sua população se reunia na hora do Ângelus na Igreja de São Tiago Apóstolo, para agradecer à bondosíssima Mãe de Guadalupe as graças e favores que lhes havia concedido na jornada. E, junto com seu querido pároco, rezava o rosário sem nunca deixar de pedir pelo México, para que cessasse quanto antes a impiedosa perseguição do governo contra os católicos.

No meio de todos os meninos da paróquia, um se destacava pela piedade com que rezava. Era José Luis Sánchez del Río. De apenas 13 anos, travesso como todos os de sua idade, tinha na mente uma idéia fixa. Idéia que havia nascido numa noite de inverno quando seus pais convidaram o pároco para jantar e este lhes contou que a perseguição religiosa estava levando muitos mártires mexicanos para o Céu.

- Como é isso, padre?

- Sim, Josesito, são católicos que, ante a ordem de renegar nossa religião, preferem dar suas vidas, e morrem fuzilados. Mas o Senhor os recebe junto a nossa Mãe de Guadalupe, no Céu.

- E os meninos também podem ser mártires, padre? 

- Bem... enfim... se Deus assim dispuser, podem ser, como os Santos Inocentes que celebramos em nossa paróquia no mês de dezembro.

José Luis sentiu em seu coração um ardor que não era senão uma graça de Deus, uma preparação para os grandes acontecimentos que se desenrolariam pouco tempo depois na tranqüila Sahuayo.




Nunca foi tão fácil ganhar o Céu!

Com efeito, em agosto de 1926 chegou à pequena aldeia a notícia de que estava proibido o culto católico público. A família Sánchez del Río se reuniu consternada e, enquanto os filhos mais novos se conformavam em continuar ajudando seu pai nos trabalhos agrícolas, Miguel, o mais velho, decidiu pegar em armas junto com seus amigos, os irmãos Gálvez, para defender Cristo e sua Igreja.

Vendo isso, José pediu permissão a seus pais para alistar-se também no Exército "Cristero", que havia se formado sob o comando do general Prudencio Mendoza. Sua mãe, porém, se opôs:

- Meu filho, uma criança da sua idade vai mais estorvar do que ajudar o exército.

- Mas, mamãe, nunca foi tão fácil ganhar o Céu como agora! Não quero perder a ocasião.

Ouvindo essa resposta, sua mãe deu-lhe permissão, mas pôs como condição que ele mesmo devia escrever ao general Prudencio Mendoza, perguntando se o aceitava. A resposta deste foi negativa.

Sem desanimar, José escreveu nova carta, pedindo ao general para ser recebido, se não como combatente, ao menos como soldado auxiliar da tropa: ele podia cuidar dos cavalos, cozinhar e prestar outros serviços aos soldados. Vendo a grandeza de alma e o entusiasmo desse adolescente, o general respondeu-lhe que o aceitava. Assim, com a bênção de sua católica mãe, ele partiu para o acampamento "cristero", muito feliz por poder lutar por Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe.




Combatente heróico

No acampamento, em pouco tempo o caçula da família Sánchez del Río conquistou o afeto e a confiança dos "cristeros", que lhe puseram o apelido de Tarcisio. Sua alegria a todos contagiava, e desde o início ele foi o encarregado de liderar a recitação do terço com a tropa, no fim de cada dia.

Por seu valor e bom comportamento, o general lhe deu o cargo de corneteiro do destacamento. Pouco depois, sendo promovido a porta-estandarte, José Sánchez del Río via realizado seu mais ardente desejo: estar no campo de batalha, como soldado de Cristo.

Em fevereiro de 1928, um ano e cinco meses após sua incorporação ao exército "cristero", travou-se um combate nas proximidades da cidade de Cotija. Depois de várias horas de renhida luta, o jovem porta-estandarte viu o cavalo do general tombar morto por um tiro. Para lá galopando imediatamente, disse com resolução:

- Meu general, aqui está meu cavalo, salve-se o senhor. Se eu morrer, não farei falta, mas o senhor, sim.

Entregou seu cavalo, pegou um fuzil e combateu com bravura. Quando acabaram as balas, avançou sobre o inimigo de baioneta em riste. Foi feito prisioneiro e conduzido ao general inimigo, o qual o repreendeu por estar lutando contra o governo.

- General, fique sabendo que eu caí prisioneiro, não porque tenha me rendido, mas porque acabaram minhas balas, pois, se tivesse mais, continuaria lutando.







Prisioneiro indomável

Vendo tanta decisão e arrojo, o general o convidou a se juntar às tropas do governo, dizendo-lhe:

- Você é um menino valente, venha conosco e estará muito melhor do que com os "cristeros".

- Jamais, jamais! Prefiro morrer! Nunca me juntarei aos inimigos de Cristo Rei! Mande me fuzilar! 

O general mandou encerrá-lo no cárcere de Cotija. No meio de pouca luz, do mau cheiro, e rodeado de delinqüentes, conseguiu escrever uma carta:

Cotija, 6 de fevereiro de 1928
Minha querida mamãe
Caí prisioneiro em combate no dia de hoje. Creio que vou morrer, mas não importa, mamãe. A senhora precisa se resignar à vontade de Deus. Não se preocupe com a minha morte, que é o que me deixa inquieto; pelo contrário, diga a meus dois irmãos que sigam o exemplo dado por seu irmão menor.
E a senhora precisa fazer a vontade de Deus, tenha força e me mande sua bênção, junto com a de meu pai. Transmita minhas saudações a todos, pela última vez. E receba o coração deste filho que tanto lhe quer, e que desejava vê-la antes de morrer. - José Sánchez del Río

Entretanto, em vez de ser fuzilado no dia seguinte, como ele imaginava, foi levado, junto com um pequeno amigo também preso, chamado Lázaro, para a igreja de Sahuayo, que as tropas do general Calles haviam transformado em cavalariças. A sacristia estava ocupada pelos galos de briga do deputado anticatólico Rafael Picazo, que ali realizava freqüentemente orgias com seus amigos.

Ao ver sua nova prisão, José ficou indignado. Era a mesma igreja que, pouco tempo antes, ele freqüentava com sua família para a reza do Ângelus e do terço. Era àquela mesma sacristia que ele costumava ir, depois da Missa, para pedir retalhos de hóstias ao velho pároco. Tinham-na transformado em um antro de bandidos! 

Quando se viu sozinho na penumbra, o juvenil soldado de Cristo Rei conseguiu desatar a corda que o amarrava, dirigiu-se às gaiolas onde estavam os galos de briga do deputado e cortou o pescoço de todos eles.
Depois dormiu serenamente.

No dia seguinte, mal soube do acontecido, o deputado Picazo correu à sacristia-prisão, onde, cheio de indignação, interpelou o jovem prisioneiro. "A casa de Deus é um lugar para rezar, não para ser depósito de animais", respondeu-lhe este. Cheio de cólera, Picazo o ameaçou de morte, e recebeu esta serena resposta: "Desde que peguei em armas, estou disposto a tudo. Mande me fuzilar!"




Uma cruz traçada com o próprio sangue

Na sexta-feira, dia 10, por volta de seis horas da tarde, uma escolta o levou de volta ao quartel. Ali, ao saber de sua condenação à morte, escreveu a uma de suas tias, que havia conseguido lhe levar a Comunhão às escondidas, a última carta de sua vida: 

Sahuayo, 10 de fevereiro 
Querida tia
Estou condenado à morte. Às oito e meia da noite chegará o momento que eu tanto desejei. Agradeço-lhe os favores que a senhora e Madalena me fizeram. Não estou em condições de escrever a mamãe. (...) Transmita minhas saudações a todos e receba, como sempre e pela última vez, o coração deste sobrinho que muito lhe quer e lhe deseja ver. Cristo vive, Cristo reina, Cristo impera! Viva Cristo Rei! Viva Santa Maria de Guadalupe! - José Sánchez del Río, que morreu em defesa da fé. Não deixem de vir. Adeus.

Às onze da noite chegou o momento tão esperado. O ódio dos inimigos da Igreja era tal que, com uma faca afiadíssima, lhe arrancaram a pele das plantas dos pés e o obrigaram a caminhar desde o quartel até o cemitério, pisando sobre pedras e terra. Nenhuma queixa saiu de seus lábios no meio dessa tortura. Chegou ao cemitério cantando hinos religiosos.

Levado até a beira de uma cova que em breve seria a sua, os soldados deram-lhe algumas punhaladas não mortais, para ver se ele apostatava com esse suplício.

Em tom de zombaria e com o intuito de quebrar psicologicamente o herói da fé, o capitão comandante da escolta lhe perguntou se tinha uma mensagem para seus pais. Ele respondeu: "Sim, diga-lhes que vamos nos rever no Céu". Em seguida, pediu ao capitão para ser fuzilado com os braços em cruz. Como única resposta, este sacou a pistola e lhe disparou um tiro na têmpora.

Sentindo-se ferido de morte, José colheu com sua mão direita um pouco do sangue que lhe escorria abundantemente pelo pescoço, traçou com ele uma cruz na terra e prostrou-se em cima dela, em sinal de adoração.

Assim, na última hora da noite de 10 de fevereiro de 1928, sua alma subiu ao Céu e foi recebida com júbilo por seu querido Cristo Rei e sua amadíssima Mãe, a Virgem de Guadalupe.





(Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2006, n. 49, p. 23 à 25)

Fonte: http://www.arautos.org/artigo/7491/Beato-Jose-Luis-Sanchez-del-Rio--O-menino-que-queria-ganhar-o-Ceu-.html

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2000

Santa Catarina de Ricci


A vida desta santa é uma das mais prodigiosas, por arrebatamentos, êxtases, graças extraordinárias de qualquer natureza que preencher. Catherine nasceu em Florença, em 1522. Na idade de três anos, viu na prática da oração, buscar a solidão e o silêncio para entregá-lo mais confortável, e sua oração foi tão coletado, que parecia absorvido no espírito como Deus e imerso na contemplação dos mistérios. 


A Paixão de Jesus Cristo já foi objeto de ardor vivo do seu amor, e por seu prelúdio infantil para este exercício admirável devoção a Jesus Crucificado, que é o personagem mais marcante de sua vida. Tirou o véu aos treze anos na República Dominicana. 



Esta, na idade de dezenove anos, ela recebeu a graça sem precedentes para ver a mudança por Nosso Senhor o seu coração de Maria. Poucos meses depois, ela teve um êxtase memorável da Paixão, que durou vinte e oito horas, e no qual ela participou sucessivamente detalhadamente todas as cenas da Paixão do Salvador, aparecendo em si, por suas ações, cada um sofrer torturas, ela testemunhou. Esse acontecimento foi renovado a cada semana, durante os últimos doze anos da sua vida. Foi ouvido nestes êxtases, as exclamações de pressão santos de dor e amor.  


O que é uma sensação para as inúmeras testemunhas destas maravilhas, a  marca da verdadeira virtude é a humildade, que vai mostrar que Catherine foi bem conduzido pelo Espírito de Deus. Ela tinha aprendido que suas irmãs ficaram satisfeitos para escrever, para manter a memória, a relação de todas as graças e favores extraordinários que o Céu tinha preenchido. 


Ela não teve descanso até ter escrito todas as suas memórias. Um dia, enquanto suas irmãs estavam na oficina, ela entrou em suas celas, ela apreendeu todos os manuscritos que ela pudesse atender, colocá-los em um saco, e com a irmã padeiro com o forno aquecido: "Olha", disse ela, rapidamente queimar tudo isso, porque ai de nós se estivéssemos em casa!"



Teve uma influência muito importante em São Pio V, São Carlos Borromeu, São Felipe Neri e Santa Maria Madalena . Durante um de seus êxtases, a Virgem leva-a pela mão e levou-o ao seu filho: "Ó meu filho, aqui eu apresento a vocês a nossa querida virgem Catherine, buscando sua afeição com a mudança de coração de carne em um coração muito celestial, de modo que é mais digno de vós, tendo um coração como o seu. Ó querida Mãe, eu nunca neguei nada, a seu Coração.” "Não é o caminho natural para o meu Coração. Não vai ser feito o que você pediu. E você, minha querida filha, Catherine, lembre-se que a partir deste momento você não está sozinho, e está tudo em Mim, porque aqui eu limpo o seu coração de qualquer condição de que não é meu, e eu enchi com meu único Amor.”


"Nós não damos as pedras preciosas e pérolas para aqueles que não sabem o preço. Nem eu, eu não entregar Meus presentes e favores para aqueles que não apreciá-los. Vou dar apenas para as almas que fazem minha vontade procuram." 

Nosso Senhor Jesus Cristo para Santa Catarina de Ricci.




Sua morte veio em 02 de fevereiro de 1589. A última oração foi ouvida expirar em seus lábios era o Pater Noster. O convento, em seguida, ressoava com harmonioso canto dos anjos. Em diferentes lugares, santos teve a visão de uma magnífica procissão de santos e santas, no final da procissão, Jesus levou sua gloriosa esposa. 


Note-se que Santa Catarina de Ricci era amiga de São Felipe Neri , fundador do Oratório, com quem manteve uma relação de correspondência e conversou com ele no mesmo culto à memória de Savonarola. Uma vez Santa Catarina de Ricci recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo, o anel em branco, uma coroa de espinhos na cabeça, rezando diante do crucifixo - Nosso Senhor vai fingir para abraçar nossa Santa.






Fonte:
http://hodiemecum.hautetfort.com/index-12.html
http://je-n-oeucume-guere.blogspot.com.br/2009_02_01_archive.html