terça-feira, 15 de fevereiro de 2000

Serva de Deus Maria de Jesus de León y Delgado

Maria nasceu em 1643 nas Ilhas Canárias. Desde muito jovem, Maria foi agraciada com dons místicos. Ela poderia abrir as portas da igreja da cidade orando a Jesus. Além disso, uma árvore de louro em particular recusou-se a crescer, exceto quando cuidada por Maria. Ela foi adotada por sua tia após a morte de seus pais.


A tia queria deixar a fazenda para Maria quando ela morresse, mas ela recusou, juntando-se às freiras da Segunda Ordem Dominicana depois de ter uma visão em um sonho. Ela viveria no mosteiro pelo resto de sua vida. Durante esse tempo, ela realizou muitos milagres. Certa vez, sua medalha devocional de Nossa Senhora da Solidão foi quebrada e consertada alguns dias depois. Outra vez ela levitou na frente das freiras. Ela também tinha êxtases em que sentia a presença de Deus.


Maria fez amizade com um pirata chamado Amaro Rodríguez Felipe, cuja irmã era companheira de quarto de Maria no mosteiro. Amaro mais tarde teve um estranho encontro em Cuba, quando brigou com outro pirata. Quando o homem estava prestes a matar Amaro, Maria apareceu e o resgatou. Ela estava no mosteiro o tempo todo. A bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo) é um milagre atribuído a muitos santos.

Maria morreu em 15 de fevereiro de 1731, depois de experimentar um estado de êxtase. Uma ferida estigmatizada foi encontrada em seu lado. Três anos depois, ela foi exumada - seu corpo foi encontrado preservado e com cheiro de jasmim. Ainda está exposto num caixão com forro de vidro que Amaro doou, no Mosteiro de Santa Catarina.





fonte: https://www.bizarrepedia.com/preserved-saints/
https://lalagunaahora.com/hoy-se-cumplen-290-anos-de-la-muerte-una-fecha-muy-espacial-este-ano-las-visitas-han-sido-suspendida-por-las-autoridades-sanitarias/
http://www.vrajitoarero.ro/minunile-facute-de-maria-de-leon-bello-si-delgado/

domingo, 13 de fevereiro de 2000

Beata Eustochio de Pádua

Em 13 de fevereiro, a Igreja comemora a Beata Eustochio, uma freira que foi fortemente assediada pelo demônio durante sua vida; alguns biógrafos até falam de possessão.

O nascimento da Beata Eustochio não foi exatamente legítimo: ela nasceu em Pádua em 1444 de uma freira do mosteiro beneditino de San Prosdocimo e de Bartolomeo Bellini. Em seu batismo ela recebeu o nome de Lucrezia Bellini. 

Aos quatro anos de idade, começou a se suspeitar que a pequena Lucrezia estava possuída pelo diabo. Ela frequentemente se mostrou rude e arrogante para com sua família, mas isto - relatam os biógrafos - não foi o resultado de sua própria vontade, mas do assédio do Maligno. Entretanto, mesmo naqueles momentos, sua mente permaneceu clara e recolhida em Deus.

Quando Lucrezia fez sete anos, seu pai se convenceu de que ela queria envenená-lo. E para impedi-la, ele pensou bem em matá-la. Mas então, não desejando realmente que ela morresse, o diabo sugeriu que ele a confiasse às freiras do mesmo mosteiro onde ela havia sido concebida, para que em meio a tal corrupção ela também pudesse estar perdida. Na verdade, naquele mosteiro, a conduta das freiras era tudo menos virtuosa.

Em 1451, portanto, seu pai a confiou às monjas beneditinas de San Prosdocimo, não tanto para receber uma educação religiosa - que certamente não era fornecida naquele mosteiro - mas apenas para que ela pudesse aprender o trabalho das mulheres, de acordo com o costume da época, pois ele pretendia que ela se casasse.

Entre as meninas instruídas, Lucrezia era a mais jovem, a única que levava uma vida na corrupção geral. Naquele ano a comunidade consistia de sete monjas mais a abadessa: as monjas levavam uma vida pecaminosa, frequentemente deixando o mosteiro, misturando-se com os seculares em detrimento de seu bom nome e da desonra de seu Instituto.

Mas a perfídia dessas freiras foi muito mais longe, chegando ao ponto de apressar com veneno a morte de sua Abadessa, uma mulher de sólida moral, que proibiu as irmãs mais jovens de deixar o mosteiro na esperança de levá-las de volta a um modo de vida mais santo.

Quando a abadessa morreu, o bispo de Pádua, Jacopo Zeno (1460-1481), proibiu a eleição de uma nova abadessa entre as monjas presentes no mosteiro, para impedir que a vida religiosa continuasse dessa maneira escandalosa.

Neste ponto, entretanto, as freiras - temendo a reforma - fugiram para parentes e amigos. E somente Lucrezia permaneceu no mosteiro.

O bispo decidiu então fundar uma nova comunidade em San Prosdocimo, e teve Giustina de Lazara, uma nobre de Pádua e religiosa piedosa, que chegou do mosteiro da Misericórdia, junto com outras monjas e educando monjas de melhor moral, criando a própria abadessa de Lazara.

Lucrécia pediu para ser autorizada a usar o hábito monástico. As outras freiras, no entanto, a desaprovaram, sabendo de suas origens e acreditando que ela era tão corrupta quanto as outras freiras que haviam ocupado o mosteiro anteriormente.

No entanto, o bispo quis atender ao seu pedido. E assim em 15 de janeiro de 1461 Lucrécia fez sua entrada oficial no mosteiro, tomando o nome de Eustochio, em memória do fiel discípulo de São Jerônimo, já santificado pela Igreja.

Durante este tempo, porém, Eustochio começou a manifestar falhas e a parecer muito inquieto. O confessor do mosteiro revelou então à abadessa e às outras freiras que Eustochio estava perturbado pelo demônio, o que provocou uma espécie de rebelião entre as freiras, de tal forma que nenhuma delas quis falar com ela novamente.

Em 1º de outubro de 1461 (no dia seguinte à festa de São Jerônimo), ocorreu um incidente no claustro: Eustochio, dirigida pelo diabo, se viu ameaçando as outras freiras com uma faca. O confessor, que entrou correndo, forçou o espírito a falar por meio de exorcismos, e este disse, pela boca de Eustochio, que ele havia sido pregado a um banco por São Jerônimo, o protetor da freira. E de fato, parecia que ela não podia sair dali, e como ela continuava a agitar-se perigosamente, eles a amarraram a um pilar por alguns dias. Então ela se acalmou, mas é claro que a opinião de suas companheiras a respeito dela piorou demais.

Logo a abadessa adoeceu, sem que os médicos pudessem entender a natureza de sua doença. Além disso, estranhas "coisas supersticiosas" - como define Cordara, uma das biógrafas da Beata - foram encontradas no mosteiro, e pensou-se que eram objetos mágicos usados por Eustochio para envenenar a Abadessa.

Por mandato episcopal, seguindo estes fatos, Eustochio foi presa como feiticeira, aguardando julgamento e depois condenada à morte. 

Tudo o que lhe foi dado foi pão e água, e a cada três dias ela ficava para jejuar completamente: seus carcereiros assim pensavam em induzi-la a confessar seus pecados.

Eustochio passou todo seu tempo rezando para resistir às tentações do diabo, que prometeu abrir os parafusos e as portas da prisão se ela negasse Cristo.

Após três meses de prisão, graças também à intercessão de seu confessor que acreditava estar inocente, Eustochio foi trancada na enfermaria, em uma prisão mais brilhante, perto das celas dos doentes.

Um dia o diabo, tendo tirado a venda e o escapulário, tentou estrangulá-la. As freiras, atraídas pelo barulho vindo da enfermaria e não recebendo resposta aos seus pedidos, arrombaram a porta e a encontraram no chão inconsciente e imediatamente fizeram o possível para reanimá-la.

Depois disso, Eustochio foi finalmente libertada, mas com inúmeras restrições: não podia ir ao coro ou à igreja para os serviços sagrados; não podia ir ao salão ou conversar com ninguém, nem mesmo com seus parentes. As outras freiras foram ordenadas a evitá-la, sob pena de "excomunhão", termo que neste caso significa expulsão da comunidade. Também havia rumores de que Eustochio fingiu ser atormentado pelo diabo para despertar a piedade de seu vizinho.

A pobre Eustochio retribuiu este ódio com profundo amor, e muitas vezes recitou as orações da solenidade de Santo Estêvão, que é o Santo invocado para poder amar os inimigos.

Nos anos seguintes, o diabo continuou a atormentá-la com uma crueldade inacreditável e das formas mais impensáveis: bateu nela com um flagelo feito de cordas armadas com pontas de cobre muito afiadas, marcou-a e cortou profundamente sua carne com uma faca; arrastou-a para o chão, atirou-a violentamente ao chão, bateu nela, amarrou-a com cordas tão apertadas que ela não teve possibilidade de se mover.

Mas não apenas isso: muitas vezes a pobre Eustochio sentia-se como se estivesse queimando nas chamas de uma fogueira; em outras ocasiões, parecia que tantas lâminas de barbear estavam rasgando sua carne.

Um dia o diabo até a levou em uma trave muito alta e, para desespero geral, ameaçou jogá-la ao chão se ela não negasse Cristo; felizmente seu confessor chegou e a salvou expulsando o diabo com os exorcismos rituais.

Em outra ocasião, o diabo colocou uma faca em seu peito e ameaçou atingi-la no coração. Mas ela, inabalável em sua fé, disse-lhe para esculpir o nome de Jesus em seu peito ao lado do seu coração.

Depois de todos esses sofrimentos, as irmãs finalmente começaram a ter pena dela e a levaram à Basílica de Santa Justina para visitar o túmulo de São Lucas, protetor dos possuídos: desta visita ela obteve muitos benefícios.

Eustochio se confessava com frequência e comungava a cada sete dias.

Finalmente, no início de 1465, ela foi admitida no coro e, em 25 de março, na profissão. Sendo muito fraca pelo assédio do diabo e pelas penitências que ela impôs a si mesma, ela não conseguia sequer sair da cama para ir à Igreja para receber o véu negro. Portanto, em 14 de setembro de 1467 - a Festa da Exaltação da Santa Cruz - ela a recebeu, em vez do bispo, de seu confessor que a levou para sua cama. Seis dias depois, tendo recuperado suas forças, tanto que parecia um milagre para suas irmãs, ela pôde ir à igreja para receber oficialmente o véu, mas com um simples padre, porque em sua humildade ela não queria que o bispo fosse incomodado.

Eustochio sempre levou uma vida exemplar, renunciando aos menores prazeres como bordar, uma atividade em que era muito boa, e indo para a sala de estar. Ela estava sempre sozinha, meditava em livros espirituais, e tinha conversas frequentes e edificantes com seu confessor sobre os problemas da alma. Ela lia frequentemente as Sagradas Escrituras, especialmente as Epístolas de São Paulo.

Julgando que ela não deveria possuir nada para si mesma, ela deu à abadessa a chave da caixinha onde guardava suas pobres coisas, e quase todas as outras freiras seguiram seu exemplo.

No coro, a pobre Eustochio escolheu o lugar mais escondido, para que seus olhos não descansassem sobre os fiéis ou sobre o celebrante. Ela serviu e obedeceu a todas as freiras, rezou por elas assim como pela salvação de seus pais.

Em todo assédio ela nunca reclamou, mas sempre sorriu e agradeceu ao Senhor. Sua grande fé foi animada pela profunda convicção de que a vida terrena é apenas uma prova à qual Deus submete cada homem em vista da recompensa ou punição eterna. É precisamente por isso que ela se considerava particularmente afortunada por aqueles terríveis tormentos que testaram severamente sua fé em Cristo.

Não contente com aqueles tormentos que o diabo lhe trouxe, ela impôs outras penalidades a si mesma: por exemplo, ela comia muito pouco, apenas uma vez por dia, à noite. Além disso, embora ela fosse tão fraca que tinha que se sustentar com um bastão, aos vinte e três anos de idade ela ainda jejuava dois dias por semana.

Ela rejeitou toda vaidade, possuía apenas um manto, e embora sofresse de insônia, levantou-se muito cedo pela manhã para ir à igreja para orar. Sempre para não se satisfazer com o mínimo deleite dos sentidos, nunca se permitiu a visão de um objeto curioso, nem o prazer de uma refeição saborosa ou o lazer de um simples passeio...

Devido a estas constantes privações, sua beleza, por ser muito jovem, tinha murchado completamente, e seu físico debilitado. Mas não sua mente e seu coração, que sempre permaneceram firmemente ancorados em Cristo.

Dos 23 aos 25 anos de idade ela rezava continuamente, percebendo até então que estava perto da morte. E para vencer esse medo natural que o pensamento da morte desperta em cada ser humano, ela quis estar presente no momento da morte das cinco irmãs que entregaram suas almas a Deus no último ano de sua vida.

O diabo nos últimos anos de sua vida a assediou ainda mais duramente, tentando em vão cortar suas artérias, de tal forma que o que saía de suas feridas não mais parecia sangue, mas sim água de sangue.

Onze dias antes de sua morte, o assédio físico aumentou em intensidade e frequência. Então o diabo deixou de atormentar seu corpo, mas a tentou em espírito: deu-lhe visões de diversões selvagens, orgias, folia; aterrorizou-a dizendo-lhe que certamente iria para o inferno, esperando, desta forma, despertar seu desespero e maus pensamentos.

Mas Eustochio não cedeu à tentação e ao tormento, advertindo suas irmãs que nem mesmo no ponto da morte podemos ter certeza de nossa salvação, já que um único pensamento ruim é suficiente para tornar vaidoso o esforço de uma vida inteira conduzida de maneira santa.

Agora sua vida estava chegando ao fim: sete dias antes de sua morte, reunindo suas últimas forças, Eustochius pôde ir à Igreja para tomar o Viático, e essa foi a última vez que ela foi lá.

No domingo antes de sua morte, ela pediu confissão, sentindo que seria sua última. Ela então implorou a Euphrasia - sua irmã mais querida - para não deixá-la sozinha naquela noite.

Nessas últimas horas, Euphrasia a vigiava amorosamente, de pé ao seu lado na escuridão de sua cela, quando por volta da meia-noite um ruído repentino e escuro a assustou: um ruído como de alguém - relatou Euphrasia - tentando subir a parede da cela como se quisesse sair. Depois disso, a cela voltou ao silêncio absoluto, e o brilho prateado do luar filtrando através da pequena janela trouxe aos olhos de Eufrasia a beleza serena daquele rosto não mais perturbado pela presença demoníaca.

No dia seguinte, Eustochius ainda estava viva, composta em sua serenidade. Num último esforço, ela chamou a abadessa e as outras freiras para despedir-se delas. Ela pediu perdão pelo mau exemplo e pelos distúrbios que ela causou com seu trabalho. Então ela fechou os olhos e, sem que ninguém percebesse, como se tivesse adormecido gentilmente, ela expirou. Foi na segunda-feira, 13 de fevereiro de 1469.

Imediatamente após sua morte, houve numerosos prodígios que confirmaram sua santidade.

No momento da sua morte, o confessor adormeceu e a Beata lhe apareceu num sonho que brilhava de glória, dizendo: "Ó doce, Ó alegre, Ó feliz". Depois ela desapareceu e ele acordou com uma doçura suave no coração.

Naquela mesma hora - na hora da morte - alguns cidadãos pareciam ver a imagem de Eustochius subindo ao céu. E assim veio a ser conhecida na cidade de sua morte, mesmo antes da notícia ser dada oficialmente pelas freiras.

Aqueles que, enquanto ela estava viva, a haviam difamado, a choraram em arrependimento. Então, quando as freiras foram realizar os piedosos ritos funerários - como era costume - ao lavar seu corpo encontraram o nome IESU gravado no nível do coração, um claro sinal do amor que ela carregava por Cristo mesmo nos mais atrozes tormentos.

Um odor doce emanava de seu corpo que não podia ser igualado por nenhum outro perfume na terra e, portanto, foi descrito pelos biógrafos como o "odor do Paraíso". Este perfume permaneceu por anos nas proximidades do túmulo; no entanto, era perceptível não para aqueles que se aproximavam dele por curiosidade, mas apenas para aqueles que iam lá para rezar.

Beata Eustochio da Padova (Lucrezia Bellini) depois de lavá-la, as irmãs a vestiram com o hábito monástico e a enterraram no chão, no claustro do mosteiro. Enquanto isso, a fama da santidade de Eustochio se espalhou dentro e fora da cidade, aumentada pelos numerosos prodígios, tanto que hinos e orações foram compostos em sua homenagem.

Houve um grande afluxo de fiéis ao seu túmulo, especialmente os possuídos, que receberam muitos benefícios e foram muitas vezes - graças a essas visitas - completamente libertos de enfermidades diabólicas.

Três anos e nove meses após sua morte, como os milagres se multiplicaram e o perfume persistiu, o bispo Jacopo Zeno concedeu permissão para exumar seus restos mortais e colocá-los em um lugar de enterro mais digno.

A transferência foi realizada em 16 de novembro de 1472. Embora Eustochio tivesse sido enterrada sem um caixão, o corpo e as roupas foram encontrados intactos. O corpo foi coberto com roupas novas e as antigas foram usadas como relíquias; depois foi colocado em uma caixa de cipreste no capítulo do mosteiro.

Três anos depois, em 14 de novembro de 1475, a arca foi transportada para a igreja e colocada à esquerda do altar-mor, em um monumento de mármore, em cuja laje estava gravada a "Beata Eustochio Paduana".

Em 1676, foi construído um altar especial, mas o corpo nem sempre era visível. Como o povo queria poder vê-lo, por volta de 1720 as freiras tiveram um altar de mármore erguido acima do chão do qual, entre as colunas, foi colocada uma tela com uma efígie de trânsito da Beata. Colocado em uma arca de cristal, o corpo era agora visível atrás de uma grade dourada.

Como havia tantos prodígios desde sua morte, seu primeiro enterro não havia sido selado, mas apenas coberto com tábuas. Após a Epifania de 1473, uma água muito clara começou a jorrar deste poço, que foi descrito como não sendo de natureza terrestre.

Como esta água tinha efeitos prodigiosos sobre os doentes, ela era aspirada continuamente e, no entanto, sempre subia ao mesmo nível. Às vezes deixava de jorrar, mas depois voltava em maiores quantidades, mesmo em tempos de seca, como se confirmasse sua natureza miraculosa. Depois, em 1805, deixou de jorrar para sempre.

Em 12 de setembro de 1806, às duas horas da manhã, o corpo da Beata foi secretamente transferido para a Igreja de São Pedro; no caminho, dois dedos e parte da mão direita da Beata desapareceram, possivelmente roubados. Apesar das precauções tomadas para garantir que o transporte permanecesse em segredo, uma grande multidão acompanhou a procissão até que o corpo foi colocado na capela com vista para o Capítulo das freiras de São Pedro.

A Beata Eustochio é invocada contra todo tipo de tentações diabólicas, contra possessões, assombrações espíritas, assédio satânico, calúnias, injustiças e intimidações, para enganar maquinações e enganos diabólicos.

Por causa de sua vida em constante batalha com o Maligno, a Beata também é considerada a padroeira especial dos exorcistas.

Hoje o corpo não se encontra mais intacto, sendo realizada reconstrução fisionômica da "Beata Eustochio de Pádua", criada a partir da varredura 3D do crânio original. A réplica de silicone é exposta com as relíquias originais no Duomo de Padova (Itália).*



Fonte:
http://autominirich.blogspot.com/2012/02/il-santo-del-giorno-13022012.html
https://www.armofstmichael.com/meditations/?file=Blessed-Lucrezia-Bellini-of-Padua&ptitle=Blessed%20Lucrezia%20Bellini%20of%20Padua
https://www.papaboys.org/il-santo-di-oggi-13-febbraio-beata-lucrezia-eustochio-bellini-invocata-contro-il-demonio-preghiera/
https://www.manenterosari.com/beata-eustochio-padova-lucrezia-bellini/
https://hagiopedia.blogspot.com/2013/02/beata-eustaquia-de-padua-1444-1469.html
*https://www.creafx.com/en/il-volto-della-beata-eustochio-di-padova/



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000

Vener. José Luiz Sánchez del Río


Em tom de zombaria, o comandante do pelotão de fuzilamento perguntou ao jovem mártir se desejava, antes de ser executado, enviar uma mensagem para seus pais. Ele respondeu: "Sim, diga-lhes que vamos nos rever no Céu".

Corria o ano de 1926 e, a não ser pela crescente hostilidade do governo de Plutarco Elías Calles contra a Igreja, dir-se-ia que no Estado de Michoacán, no México, o tempo havia parado.

Essa zona agrícola situada entre grandes montanhas e lagos foi marcada pela infatigável evangelização dos missionários franciscanos, agostinianos e de outras ordens religiosas, o que, aliado ao temperamento rijo de seus habitantes, curtidos pela inclemência do clima, e ao relativo afastamento das grandes cidades, tinha dado forma a uma das regiões mais católicas do México e talvez da América.

O Bajío - como é chamado o conjunto formado pelos estados de Jalisco, Aguas Calientes, Guanajuato, Querétaro y Michoacán - é a zona que mais mártires deu à Igreja Católica na América do século XX, e permanece até hoje uma sementeira de vocações religiosas.

Um desses exemplos de santidade é o que vou relatar em seguida.





"E os meninos também podem ser mártires?"

Sahuayo era uma pequena aldeia do estado de Michoacán. Após o trabalho diário, sua população se reunia na hora do Ângelus na Igreja de São Tiago Apóstolo, para agradecer à bondosíssima Mãe de Guadalupe as graças e favores que lhes havia concedido na jornada. E, junto com seu querido pároco, rezava o rosário sem nunca deixar de pedir pelo México, para que cessasse quanto antes a impiedosa perseguição do governo contra os católicos.

No meio de todos os meninos da paróquia, um se destacava pela piedade com que rezava. Era José Luis Sánchez del Río. De apenas 13 anos, travesso como todos os de sua idade, tinha na mente uma idéia fixa. Idéia que havia nascido numa noite de inverno quando seus pais convidaram o pároco para jantar e este lhes contou que a perseguição religiosa estava levando muitos mártires mexicanos para o Céu.

- Como é isso, padre?

- Sim, Josesito, são católicos que, ante a ordem de renegar nossa religião, preferem dar suas vidas, e morrem fuzilados. Mas o Senhor os recebe junto a nossa Mãe de Guadalupe, no Céu.

- E os meninos também podem ser mártires, padre? 

- Bem... enfim... se Deus assim dispuser, podem ser, como os Santos Inocentes que celebramos em nossa paróquia no mês de dezembro.

José Luis sentiu em seu coração um ardor que não era senão uma graça de Deus, uma preparação para os grandes acontecimentos que se desenrolariam pouco tempo depois na tranqüila Sahuayo.




Nunca foi tão fácil ganhar o Céu!

Com efeito, em agosto de 1926 chegou à pequena aldeia a notícia de que estava proibido o culto católico público. A família Sánchez del Río se reuniu consternada e, enquanto os filhos mais novos se conformavam em continuar ajudando seu pai nos trabalhos agrícolas, Miguel, o mais velho, decidiu pegar em armas junto com seus amigos, os irmãos Gálvez, para defender Cristo e sua Igreja.

Vendo isso, José pediu permissão a seus pais para alistar-se também no Exército "Cristero", que havia se formado sob o comando do general Prudencio Mendoza. Sua mãe, porém, se opôs:

- Meu filho, uma criança da sua idade vai mais estorvar do que ajudar o exército.

- Mas, mamãe, nunca foi tão fácil ganhar o Céu como agora! Não quero perder a ocasião.

Ouvindo essa resposta, sua mãe deu-lhe permissão, mas pôs como condição que ele mesmo devia escrever ao general Prudencio Mendoza, perguntando se o aceitava. A resposta deste foi negativa.

Sem desanimar, José escreveu nova carta, pedindo ao general para ser recebido, se não como combatente, ao menos como soldado auxiliar da tropa: ele podia cuidar dos cavalos, cozinhar e prestar outros serviços aos soldados. Vendo a grandeza de alma e o entusiasmo desse adolescente, o general respondeu-lhe que o aceitava. Assim, com a bênção de sua católica mãe, ele partiu para o acampamento "cristero", muito feliz por poder lutar por Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe.




Combatente heróico

No acampamento, em pouco tempo o caçula da família Sánchez del Río conquistou o afeto e a confiança dos "cristeros", que lhe puseram o apelido de Tarcisio. Sua alegria a todos contagiava, e desde o início ele foi o encarregado de liderar a recitação do terço com a tropa, no fim de cada dia.

Por seu valor e bom comportamento, o general lhe deu o cargo de corneteiro do destacamento. Pouco depois, sendo promovido a porta-estandarte, José Sánchez del Río via realizado seu mais ardente desejo: estar no campo de batalha, como soldado de Cristo.

Em fevereiro de 1928, um ano e cinco meses após sua incorporação ao exército "cristero", travou-se um combate nas proximidades da cidade de Cotija. Depois de várias horas de renhida luta, o jovem porta-estandarte viu o cavalo do general tombar morto por um tiro. Para lá galopando imediatamente, disse com resolução:

- Meu general, aqui está meu cavalo, salve-se o senhor. Se eu morrer, não farei falta, mas o senhor, sim.

Entregou seu cavalo, pegou um fuzil e combateu com bravura. Quando acabaram as balas, avançou sobre o inimigo de baioneta em riste. Foi feito prisioneiro e conduzido ao general inimigo, o qual o repreendeu por estar lutando contra o governo.

- General, fique sabendo que eu caí prisioneiro, não porque tenha me rendido, mas porque acabaram minhas balas, pois, se tivesse mais, continuaria lutando.







Prisioneiro indomável

Vendo tanta decisão e arrojo, o general o convidou a se juntar às tropas do governo, dizendo-lhe:

- Você é um menino valente, venha conosco e estará muito melhor do que com os "cristeros".

- Jamais, jamais! Prefiro morrer! Nunca me juntarei aos inimigos de Cristo Rei! Mande me fuzilar! 

O general mandou encerrá-lo no cárcere de Cotija. No meio de pouca luz, do mau cheiro, e rodeado de delinqüentes, conseguiu escrever uma carta:

Cotija, 6 de fevereiro de 1928
Minha querida mamãe
Caí prisioneiro em combate no dia de hoje. Creio que vou morrer, mas não importa, mamãe. A senhora precisa se resignar à vontade de Deus. Não se preocupe com a minha morte, que é o que me deixa inquieto; pelo contrário, diga a meus dois irmãos que sigam o exemplo dado por seu irmão menor.
E a senhora precisa fazer a vontade de Deus, tenha força e me mande sua bênção, junto com a de meu pai. Transmita minhas saudações a todos, pela última vez. E receba o coração deste filho que tanto lhe quer, e que desejava vê-la antes de morrer. - José Sánchez del Río

Entretanto, em vez de ser fuzilado no dia seguinte, como ele imaginava, foi levado, junto com um pequeno amigo também preso, chamado Lázaro, para a igreja de Sahuayo, que as tropas do general Calles haviam transformado em cavalariças. A sacristia estava ocupada pelos galos de briga do deputado anticatólico Rafael Picazo, que ali realizava freqüentemente orgias com seus amigos.

Ao ver sua nova prisão, José ficou indignado. Era a mesma igreja que, pouco tempo antes, ele freqüentava com sua família para a reza do Ângelus e do terço. Era àquela mesma sacristia que ele costumava ir, depois da Missa, para pedir retalhos de hóstias ao velho pároco. Tinham-na transformado em um antro de bandidos! 

Quando se viu sozinho na penumbra, o juvenil soldado de Cristo Rei conseguiu desatar a corda que o amarrava, dirigiu-se às gaiolas onde estavam os galos de briga do deputado e cortou o pescoço de todos eles.
Depois dormiu serenamente.

No dia seguinte, mal soube do acontecido, o deputado Picazo correu à sacristia-prisão, onde, cheio de indignação, interpelou o jovem prisioneiro. "A casa de Deus é um lugar para rezar, não para ser depósito de animais", respondeu-lhe este. Cheio de cólera, Picazo o ameaçou de morte, e recebeu esta serena resposta: "Desde que peguei em armas, estou disposto a tudo. Mande me fuzilar!"




Uma cruz traçada com o próprio sangue

Na sexta-feira, dia 10, por volta de seis horas da tarde, uma escolta o levou de volta ao quartel. Ali, ao saber de sua condenação à morte, escreveu a uma de suas tias, que havia conseguido lhe levar a Comunhão às escondidas, a última carta de sua vida: 

Sahuayo, 10 de fevereiro 
Querida tia
Estou condenado à morte. Às oito e meia da noite chegará o momento que eu tanto desejei. Agradeço-lhe os favores que a senhora e Madalena me fizeram. Não estou em condições de escrever a mamãe. (...) Transmita minhas saudações a todos e receba, como sempre e pela última vez, o coração deste sobrinho que muito lhe quer e lhe deseja ver. Cristo vive, Cristo reina, Cristo impera! Viva Cristo Rei! Viva Santa Maria de Guadalupe! - José Sánchez del Río, que morreu em defesa da fé. Não deixem de vir. Adeus.

Às onze da noite chegou o momento tão esperado. O ódio dos inimigos da Igreja era tal que, com uma faca afiadíssima, lhe arrancaram a pele das plantas dos pés e o obrigaram a caminhar desde o quartel até o cemitério, pisando sobre pedras e terra. Nenhuma queixa saiu de seus lábios no meio dessa tortura. Chegou ao cemitério cantando hinos religiosos.

Levado até a beira de uma cova que em breve seria a sua, os soldados deram-lhe algumas punhaladas não mortais, para ver se ele apostatava com esse suplício.

Em tom de zombaria e com o intuito de quebrar psicologicamente o herói da fé, o capitão comandante da escolta lhe perguntou se tinha uma mensagem para seus pais. Ele respondeu: "Sim, diga-lhes que vamos nos rever no Céu". Em seguida, pediu ao capitão para ser fuzilado com os braços em cruz. Como única resposta, este sacou a pistola e lhe disparou um tiro na têmpora.

Sentindo-se ferido de morte, José colheu com sua mão direita um pouco do sangue que lhe escorria abundantemente pelo pescoço, traçou com ele uma cruz na terra e prostrou-se em cima dela, em sinal de adoração.

Assim, na última hora da noite de 10 de fevereiro de 1928, sua alma subiu ao Céu e foi recebida com júbilo por seu querido Cristo Rei e sua amadíssima Mãe, a Virgem de Guadalupe.





(Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2006, n. 49, p. 23 à 25)

Fonte: http://www.arautos.org/artigo/7491/Beato-Jose-Luis-Sanchez-del-Rio--O-menino-que-queria-ganhar-o-Ceu-.html

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2000

Santa Catarina de Ricci


A vida desta santa é uma das mais prodigiosas, por arrebatamentos, êxtases, graças extraordinárias de qualquer natureza que preencher. Catherine nasceu em Florença, em 1522. Na idade de três anos, viu na prática da oração, buscar a solidão e o silêncio para entregá-lo mais confortável, e sua oração foi tão coletado, que parecia absorvido no espírito como Deus e imerso na contemplação dos mistérios. 


A Paixão de Jesus Cristo já foi objeto de ardor vivo do seu amor, e por seu prelúdio infantil para este exercício admirável devoção a Jesus Crucificado, que é o personagem mais marcante de sua vida. Tirou o véu aos treze anos na República Dominicana. 



Esta, na idade de dezenove anos, ela recebeu a graça sem precedentes para ver a mudança por Nosso Senhor o seu coração de Maria. Poucos meses depois, ela teve um êxtase memorável da Paixão, que durou vinte e oito horas, e no qual ela participou sucessivamente detalhadamente todas as cenas da Paixão do Salvador, aparecendo em si, por suas ações, cada um sofrer torturas, ela testemunhou. Esse acontecimento foi renovado a cada semana, durante os últimos doze anos da sua vida. Foi ouvido nestes êxtases, as exclamações de pressão santos de dor e amor.  


O que é uma sensação para as inúmeras testemunhas destas maravilhas, a  marca da verdadeira virtude é a humildade, que vai mostrar que Catherine foi bem conduzido pelo Espírito de Deus. Ela tinha aprendido que suas irmãs ficaram satisfeitos para escrever, para manter a memória, a relação de todas as graças e favores extraordinários que o Céu tinha preenchido. 


Ela não teve descanso até ter escrito todas as suas memórias. Um dia, enquanto suas irmãs estavam na oficina, ela entrou em suas celas, ela apreendeu todos os manuscritos que ela pudesse atender, colocá-los em um saco, e com a irmã padeiro com o forno aquecido: "Olha", disse ela, rapidamente queimar tudo isso, porque ai de nós se estivéssemos em casa!"



Teve uma influência muito importante em São Pio V, São Carlos Borromeu, São Felipe Neri e Santa Maria Madalena . Durante um de seus êxtases, a Virgem leva-a pela mão e levou-o ao seu filho: "Ó meu filho, aqui eu apresento a vocês a nossa querida virgem Catherine, buscando sua afeição com a mudança de coração de carne em um coração muito celestial, de modo que é mais digno de vós, tendo um coração como o seu. Ó querida Mãe, eu nunca neguei nada, a seu Coração.” "Não é o caminho natural para o meu Coração. Não vai ser feito o que você pediu. E você, minha querida filha, Catherine, lembre-se que a partir deste momento você não está sozinho, e está tudo em Mim, porque aqui eu limpo o seu coração de qualquer condição de que não é meu, e eu enchi com meu único Amor.”


"Nós não damos as pedras preciosas e pérolas para aqueles que não sabem o preço. Nem eu, eu não entregar Meus presentes e favores para aqueles que não apreciá-los. Vou dar apenas para as almas que fazem minha vontade procuram." 

Nosso Senhor Jesus Cristo para Santa Catarina de Ricci.




Sua morte veio em 02 de fevereiro de 1589. A última oração foi ouvida expirar em seus lábios era o Pater Noster. O convento, em seguida, ressoava com harmonioso canto dos anjos. Em diferentes lugares, santos teve a visão de uma magnífica procissão de santos e santas, no final da procissão, Jesus levou sua gloriosa esposa. 


Note-se que Santa Catarina de Ricci era amiga de São Felipe Neri , fundador do Oratório, com quem manteve uma relação de correspondência e conversou com ele no mesmo culto à memória de Savonarola. Uma vez Santa Catarina de Ricci recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo, o anel em branco, uma coroa de espinhos na cabeça, rezando diante do crucifixo - Nosso Senhor vai fingir para abraçar nossa Santa.






Fonte:
http://hodiemecum.hautetfort.com/index-12.html
http://je-n-oeucume-guere.blogspot.com.br/2009_02_01_archive.html

segunda-feira, 31 de janeiro de 2000

São João Bosco - Dom Bosco

Exumação de São João Bosco



É um dos Santos mais populares da Igreja e do mundo. Foi sua missão específica a educação cristã da juventude, num tempo em que essa porção da sociedade humana começava a ser atacada por novos e perigosos inimigos.
Para o desempenho da sua missão salvadora, jamais o Céu lhe faltou com extraordinários dotes humanos e sobrenaturais.


Padre, educador, desenvolveu a educação infantil e juvenil e o ensino profissional, sendo um dos criadores do sistema preventivo em educação. Dedicou-se também ao desenvolvimento da imprensa católica. É o fundador da Pia Sociedade de São Francisco de Sales, conhecida por salesianos, co-fundador da congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, conhecidas por irmãs salesianas e fundador da Associação Internacional dos Cooperadores Salesianos.



Falecido em Turim, no dia 31 de Janeiro de 1888. De lá, até hoje já são mais de 110 anos em que seu Corpo se conserva Intacto na Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora em Turim, Itália.











Foi canonizado em 1 de abril de 1934 pelo Papa Pio XI, sendo o padroeiro dos jovens e dos aprendizes. Seu dia é celebrado em 31 de janeiro.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2000

Santa Ângela Mérici




Ângela Mérici nasceu em 1470, na cidade de Desenzano, no norte da Itália. O período histórico era o do Renascimento e da Reforma da Igreja, provocada pela doutrina luterana. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa, preferindo a leitura da vida dos Santos.

De fato, sua provação começou muito cedo, na infância, quando ficou órfã de pai. Logo em seguida perdeu a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava muito. Assim, ela foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Voltou à terra natal. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis.
 

Ângela tinha apenas o curso primário e chegou a ser "conselheira" de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho, que consiste em saber ponderar as soluções adequadas para todas as situação da vida.
 

Ela também, percebeu que naquele momento histórico, as meninas não tinham quem as educassem e livrassem dos perigos morais, e que as novas teorias levavam as pessoas a querer organizar a vida como se Deus não existisse. Para lutar contra o paganismo, era preciso restaurar a célula familiar. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade.
 

Ângela acabou se tornando a portadora de uma mensagem inovadora para sua época. Organizou um grupo de vinte e oito moças, para ensinar catecismo em cada bairro e vila da região. As "Ursulinas" tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos. Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura.
 

Decidiu que era a hora de fazer a comunidade se tornar uma Congregação religiosa.Consta, pela tradição, que antes de ir à Roma para dar início a esse projeto, quis fazer uma peregrinação em Jerusalém. Assim que chegou, ficou cega. Visitou os Lugares Sagrados e os viu com o espírito, não com os olhos. Só recobrou a visão, na volta, quando parou numa pequena cidade onde existia um crucifixo milagroso, foi até ele, rezou e se curou. Anos depois, foi recebida pelo papa Clemente VII, durante o Jubileu de 1525, que deu início ao processo de fundação da Congregação, que ela desejava.



Ângela a implantou na Bréscia, dez anos depois, quando saiu a aprovação definitiva. E alí, a fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807. Santa Ângela de Mérici, atualmente, recebe as homenagens no dia de sua morte.

 

sábado, 22 de janeiro de 2000

São Vicente Pallotti




Presbítero e Fundador da Pia Sociedade do Apostolado Católico e da União do Apostolado Católico

Vicente Pallotti nasceu em Roma no dia 21/04/1795.


“A fim de acender o fogo do amor em todos os corações, a divina providência deixou os homens estes meios: orações, obras de serviço Evangélico e todas as demais obras que conduzem a este fim, bem como os meios temporais para isto necessários e adequados”.
“Procura a Deus e irás encontrá-lo Procura-o sempre, irás encontrá-lo em tudo”.

Tinha o dom de prever acontecimentos futuros: previu a eleição do Cardeal Capellari como Papa, com o nome de Pio IX;
Também tinha o dom de ler as consciências e os corações. Quando as pessoas aflitas vinham até ele para pedir-lhe conselhos ou uma luz para suas vidas, antes que elas apresentassem suas dificuldades, ele ia dizendo tudo o que se passava, dando conselhos acertados e apropriados a cada caso.

Visita ao Papa Pio IX
Um dia, foi visitar o Papa Pio IX, já seu velho amigo. O Papa, olhando com carinho para Padre Vicente, lhe perguntou:
-Está contente, Padre Vicente?
E, notando que não estava plenamente feliz, diz a todos:
-Vocês veem. Eu sabia que o Padre Vicente não estaria de modo algum satisfeito. Estar satisfeito é parar no caminho.

Contra a preguiça
“Não sejamos preguiçosos nem dorminhocos, nem entregues ás seduções do mundo”.

Morte
O médico diagnosticou uma pleuresia, doença grave, porque tinha os pulmões bem debilitados. O Padre Vaccari, o sucessor na direção do Apostolado Católico, disse-lhe apreensivo:
- Padre Vicente, se o senhor pedir a Deus que prolongue a sua vida, Ele o escutará. Vicente, olhando-o com muita bondade respondeu-lhe:
-Deixa-me ir para onde Deus me chama.
Era o dia 22 de janeiro de 1850, às 21h45. Padre Vicente partia feliz e rico em merecimentos para a Casa do Pai.]

São Vicente Pallotti e a Devoção Mariana

Grande devoto de Maria Santíssima.

“A devoção a Nossa Senhora consiste antes de tudo em imitar seu filho e dele aprender a imitá-lo. Promoverei com todos os meios a devoção a Maria, minha mais que enamoradíssima Mãe”.

“Quando escrevo ou falo de Nossa Senhora, particularmente na minha pregação, quero dar à Santíssima virgem os títulos mais augustos. Sou indigno de amá-La, mas, pela misericórdia de Deus e os méritos de Jesus Cristo, desejo obter a graça de amá-La e desejo amá-La com o mesmo amor que Deus a ama”.
“Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor. Cantarei eternamente as misericórdias de Maria. Meu Deus e meu Tudo”!

“Maria não é saudada com o título de rainha dos sacerdotes, dos bispos, do Papa, mas com o título de Rainha dos Apóstolos, porque está acima dos apóstolos. Ainda que não possua a jurisdição eclesiástica, concorreu mais que estes na propagação da fé e na dilatação do reino de Jesus Cristo: por isso, cada um no seu estado segundo as suas condições com confiança na graça pode cooperar na propagação da fé e merece o título de apóstolo. Tudo o que fizer para tal fim será apostolado”.

“Nossa padroeira, Maria, poderia vos falar, mais ou menos, o seguinte: ‘Recordai-vos de que o meu Divino Filho vos recompensará no seu reino de glória, por cada pensamento, cada palavra, cada ação e cada pequena coisa com que tiverdes contribuído para a difusão da Santa Fé. Sim, Ele irá até vos coroar por toda a eternidade com a coroa gloriosa de seu apostolado, se, para este fim, fizerdes tudo quanto vos for possível. Decidi-vos a fazer o máximo possível para aumentar os meios adequados para a difusão da Santa Fé, sobretudo, por meio de jejuns e da oração humilde, confiante e perseverante.
 Estejai atentos para não esmorecer na decisão. 
Meus filhos, se Deus vos fez poderosos sobre esta terra, utilizai, então, este poder para a difusão, a conservação e o reavivamento da Santa Fé. 
Sois instruídos? 
Contribuí, então, o mais possível com o vosso conhecimento, a fim de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os mistérios da redenção e a lei do Evangelho se tornem conhecidos. 
Sois ricos em bens terrenos?
 Utilizai-os, então, tanto quanto puderes, para aumentar os meios para a difusão da fé. Aproveitai sem cessar, com todas as forças, até a vossa morte, tudo quanto vos recomendei e vossa recompensa será grande no reino da glória. Sim, Deus mesmo será vossa recompensa por toda eternidade’”.
Em honra da Mãe de Deus escreve três livrinhos, chamados “Mês de Maio”, dedicados aos sacerdotes, aos religiosos e aos leigos.


“A vida de Jesus Cristo seja a minha vida”.

No dia 22 de janeiro de 1950, Vicente Pallotti é beatificado pelo Papa Pio XII.

No dia 20 de janeiro de 1963, Vicente Pallotti é canonizado pelo Papa João XXIII, na Basílica de São Pedro, em Roma.



Fonte: São Vicente Pallotti – A Caridade de Cristo nos impulsiona – Frei Patrício Sciadini, Ocd – Edições Loyola. Coleção "Os Fundadores", 1995.
http://www.santosebeatoscatolicos.com/2014/01/22-de-janeiro-sao-vicente-pallotti.html

sexta-feira, 14 de janeiro de 2000

Santa Verônica de Binasco



Verônica foi e ainda é a própria imagem da humildade e dedicação a Deus e ao próximo.


Nasceu na pequena cidade de Binasco, em Milão, Itália no ano de 1445, era filha de lavradores do campo, pobres e muito religiosos. Assim, durante toda a infância e a juventude Verônica sonhava em entrar para um convento.


Aos vinte e dois anos, ingressou no Convento Agostiniano de Santa Marta, da sua cidade. Mesmo não sendo alfabetizada foi admitida, como irmã laica, trabalhando nos serviços mais humildes. Com muita dificuldade e dedicação aprendeu algum conhecimento escolar, assim, pode vestir o hábito de agostiniana e fazer seus votos perpétuos. Foi considerada um exemplo das mais altas virtudes, possuindo o raro dom da compreensão da complexidade da alma humana.  


Com a orientação das irmãs, a prática da meditação e as orações diárias, ela desenvolveu uma profunda sensibilidade que apurou seu dom de profecia e o senso de dedução. Em pouco tempo falava sobre teologia e psicologia como poucas, embora nunca tivesse estudado os temas. A intensa vida contemplativa não a impediu de viver plenamente em contato com a comunidade, apoiando, ajudando e, principalmente, consolando os sofredores e enfermos.
Após alguns anos, à sua alma mística foram concedidas visões freqüentes. Verônica inclusive, viajou para Roma, onde foi recebida pelo Papa Alexandre VI, ao qual relatou uma aparição de Nossa Senhora. Os registros narram que ele a escutou com atenção, pois logo percebeu que estava na presença de uma santa.  


Muitos anos antes de morrer, Verônica profetizou a sua hora com uma riqueza de detalhes que impressionava as demais irmãs. Tudo ocorreu exatamente como havia previsto, falecendo no dia 13 de janeiro de 1497, naquele convento.


Vinte anos depois, o Papa Leão X, concedeu a beatificação à irmã Verônica de Binasco, como era chamada pelos fiéis que lhe prestavam veneração em agradecimento à sua intercessão.


Seu culto foi estendido à toda Ordem dos Agostinianos, em 1672, 
pelo Papa Clemente X, também devoto de Santa Verônica de Binasco.


Fonte: http://fraternidadesaogilberto.blogspot.com.br/2012/01/bem-aventurada-veronica-de-binasco.html