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terça-feira, 31 de outubro de 2000

Beato Ângelo de Acri


Beato Ângelo de Acri, nasceu em Acri, na Calábria (Itália), aos 19 de outubro de 1669. Seus pais chamavam-se Francisco Falcone e Diana Enrico. Quando tinha 18 anos pensou ser capuchinho. Entrou no noviciado em Acri, na Província de Cosenza. Invadido por dúvidas e incertezas com medo de não conseguir observar o ideal da Ordem, deixou duas vezes o noviciado. Entrou uma terceira vez e conseguiu vencer suas dúvidas e fez a profissão religiosa em 1691. Concluídos os estudos, foi ordenado sacerdote.


Como sacerdote entregou-se à pregação, simples e fervorosa, despida de retórica, mas acompanhada de milagres, exercendo grande e benéfico impacto, sobretudo, no meio das pessoas do campo, no sul da Itália. Como recordação das suas missões, era seu costume levantar um calvário constituído por três cruzes. Sua vida de contínua oração e sua austeridade eram a melhor confirmação de tudo o que recomendava aos fiéis. Toda a região da Calábria se sentiu invadida por uma onda de fé e de fervor. O início deste seu apostolado foi de desilusão. Por isso mesmo, depois do primeiro fracasso, fr. Ângelo pediu ao Senhor que lhe desse o dom da palavra. O Senhor ouviu-o. Quando estava no púlpito, as idéias surgiam-lhe com tal abundância que era perceptivel a inspiração que vinha de Deus.


As primeiras dioceses a serem evangelizadas por ele foram: Cosenza, Rossano, Bisignano, São Marcos, Nicastro e Oppodo Lucano. Quando pregava nesta última, apareceu sobre a sua cabeça luminosa estrela que foi vista com admiração por todos os presentes. As conversões foram tantas que o demônio, invejoso de tais êxitos, muitas vezes tentou conseguir que ele interrompesse a pregação. Em 1771, o cardeal Pignatelli convidou fr. Ângelo para pregar a Quaresma na Catedral de Nápoles. Começou na Quarta-feira de Cinzas e a Catedral estava repleta. Pregou com simplicidade; os ouvintes, primeiramente, sorriam; depois, perante a santidade da sua vida e a profundidade das suas palavras, os milagres que se sucederam durante toda a Quaresma e as numerosas conversões, a assembléia compreendeu que a pregação estava sendo orientada por um santo. Os temas das suas pregações eram os novíssimos e as demais verdades da fé. Na sua vida, foram freqüentes os êxtases. Foi visto diversas vezes elevado da terra. Quando pregava, uma ou outra vez, aparecia rodeado de luz celestial. Outras vezes, foi vista branca pomba branca que pousava sobre a sua cabeça. Exerceu o cargo de Ministro Provincial.  
  

Pela forma como conduzia o seu ministério foi designado o anjo da paz. Dizia: “É grande graça e uma grande glória ser capuchinho e verdadeiro filho de São Francisco. Mas é necessário conhecer e levar sempre conosco cinco pedras preciosas: a austeridade, a simplicidade, a fiel observância das Constituições e da Regra de São Francisco, a inocência de vida e caridade sem limites”. No ano de 1739, foi enviado ao convento de Acri, sua terra natal. Já estava idoso e cansado pelas atividades apostólicas. Seus conterrâneos tinham medo de que ele morresse longe da sua terra. Ele, porém, queria morrer no seu campo de trabalho. Seis meses antes da morte, foi acometido de cegueira. Com 70 anos de idade, aos 31 de outubro de 1739, com os nomes de Jesus e de Maria nos lábios, expirou serenamente. Morreu na sua terra, Acri, onde grande santuário conserva o seu corpo venerável. Foi beatificado pelo Papa Leão XII, aos 18 de dezembro de 1825. 

quarta-feira, 27 de setembro de 2000

São Vicente de Paulo


São Vicente de Paulo nasceu no dia 24 de abril de 1581; foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo e Bertranda de Morais. Seus pais eram agricultores e muito religiosos. Todos os seis filhos receberam o ensino religioso de sua mãe.


Vicente nasceu na aldeia de Pooy, perto da cidade de Dax, sul da França. Seus dois irmãos mais velhos ajudavam os pais na lavoura e Vicente era pastor de ovelhas e de porcos. Desde pequeno, demonstrava muita inteligência e grande religiosidade. Em frente à sua casa, em um pé de carvalho, tinha um buraco; ele colocou aí uma pequena imagem da Santíssima Virgem, onde diariamente ajoelhava e fazia uma oração. Diariamente conduzia os animais para melhores pastagens, onde ficava a vigia-los. Aos domingos ia à aldeia, com seus pais, para assistir a missa e frequentar o catecismo.


O Sr. Vigário aconselhou a seu pai para colocar o garoto Vicente em uma escola; via nele um grande futuro, devido sua inteligência. O pai, que era bem ambicioso, colocou-o em um colégio religioso, desejando que ele fosse padre e ser o arrimo da família. Foi matriculado em um colégio de padres Franciscanos, na cidade Dax, onde ele fez os estudos básicos.


Para seguir a carreira sacerdotal fez os estudos teológicos na Universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600. Continuou os estudos por mais 4 anos, recebendo o título de Doutor em Teologia.


Uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança, pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.


Ele foi atrás do devedor, encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ia regressar de navio, por ser mais rápido e mais barato. Na viagem o barco foi aprisionado por barcos de piratas turcos, e levados para a Turquia. Em Tunis foram vendidos como escravos.


Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou pra um seu sobrinho, que vendeu-o para um fazendeiro (um renegado) que antes era católico, e com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas; uma era turca, que ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou e quis saber o significado do que ele cantava. Ela, ciente da história, censurou o marido por ter abandonado uma religião tão bonita. O patrão de Vicente, arrependido, propôs ao escravo a fugirem para a França. Esta fuga só foi realizada 10 meses depois.


Em um pequeno barco, atravessaram o Mar Mediterrâneo e foram dar na costa francesa, em Aignes Nortes e de lá foram para Avinhão. Nesta cidade encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente e voltou para a Igreja Católica.

Padre Vicente e o renegado, ficaram residindo em casa do Vice-Legado. Tendo este de viajar a Roma, levou os dois em sua companhia. Padre Vicente aproveitou a estadia nesta cidade e freqüentou a Universidade, formando em Direito Canônico. O renegado pediu para ser admitido em um Mosteiro e tornou-se monge.


Tendo o Papa de mandar um documento sigiloso para o Rei da França, padre Vicente foi o escolhido. Pelos serviços prestados o Rei indicou-o como Capelão da Rainha. Seu serviço era distribuir esmolas para os pobres que rodeavam o Palácio, e visitar os doentes do Hospital da Caridade, em nome da Rainha.


Padre Vicente não gostava do ambiente do Palácio e passou a morar em uma pensão, no mesmo quarto com um juiz. Certo dia amanhecera doente; o empregado da farmácia que vai atendê-lo, precisando de um copo, vai apanhar em um armário, e viu alí um dinheiro, que era do juiz, e ficou com ele. Na volta do juiz, não encontrando seu dinheiro, quis que padre Vicente desse conta dele; como ele não sabia do acontecido, o juiz colocou-o para fora do quarto e coluniou-o de ladrão.


Padre Vicente fica conhecendo o padre Berulle, que mais tarde foi nomeado Bispo de Paris, e indicou-o para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.


Paróquia pobre, a maioria de seus habitantes eram horticultores. Padre Vicente se deu bem com eles; as missas eram bem participadas e instituiu a comunhão geral nos primeiros domingos o mês. Criou a Confraria do Rosário, para todos os dias visitar os doentes. Padre Vicente atendendo ao padre Berulle, deixa a paróquia e vai ser o preceptor dos filhos do general das Galeras.


Foi residir no Palácio dos Gondi, família rica e da alta nobreza. Eles tinham grandes propriedades e padre Vicente, em companhia da senhora De Gondi, visita uma destas propriedades; é chamado para atender um agonizante e assiste sua confissão. Este disse para a senhora De Gondi, que se não fosse a presença do sacerdote, ele iria morrer em grandes faltas e ia permanecer no fogo eterno.


Padre Vicente percebeu que o povo do campo estava abandonado e na missa dominical concitou o povo a fazer a confissão geral. Teve que arranjar outros padres para ajudá-lo nas confissões, tantos eram os que queriam confessar.Padre Vicente esteve morando com a família Gondi 5 anos. Simulou a necessidade de ir a Paris e Atendendo o chamado do padre Berulle, padre Vicente volta para morar em casa dos Gondi, onde fica mais 8 anos.


Com o auxílio da senhora De Gondi, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridade; a primeira cuida da evangelização dos camponeses e a segunda daria assistência espiritual e corporal aos pobres, isto em 1618. Em Folevile funda uma Confraria de Caridade para homens, em 23/10/1620.


A Congregação das Missões surgiu espontaneamente. Padre Vicente conseguiu alguns colegas para pregações aos camponeses; exigia deles a simplicidade nas pregações, para o povo entender e rapidamente ela foi aumentando. No princípio alugaram uma casa para sua moradia. Com o aumento mudaram para um velho Colégio.


O número aumentava. Um cônego que dirigia um leprosário sem doentes ofereceu em doação os prédios do leprosário para residência dos padres.


A instituição demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633, quando recebeu a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo a Instituição.

Padre Vicente sempre preocupou com as crianças enjeitadas e abandonadas, com os velhos e com os pobres e doentes. Durante sua vida criou grandes obras, que até hoje estão prestando serviços à humanidade.

Um dos biógrafos de São Vicente de Paulo, nos escreve, "as pressas de Santa Luísa não entravam na psicologia do Santo. Entre ambos entabulou-se por essa época a batalha epistolar da lentidão contra a pressa". São Vicente tentava refreá-la, mas sem esfriar o bom impulso que a propulsionava para a frente: "Deixe Deus obrar, e fie-se nEle... e verá cumprir-se os desejos de seu coração"


A primeira irmã de caridade foi uma camponesa de nome Margarida Nasseau, que, com a orientação de Santa Luiza de Marilac, ele estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade. Elas eram 4 camponesas, hoje são centenas. Isto se deu em 29 de novembro de 1633.


Padre Vicente criou tantas obras, que em pouco tempo não é possível enumerá-las; a história de sua vida é uma beleza. A seu respeito existe biografias, que poderão serem estudadas por vocês. Padre Vicente tinha quase 80 anos quando faleceu, dia 27 de setembro de 1660.


Em 16 de junho de 1737 foi canonizado pelo papa Clemente XII, e em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.


Seu corpo repousa na Capela da casa-mãe – São Lázaro, em Paris.


Coração Intacto de São Vicente de Paulo, exposto separadamente do corpo do Santo.


“Deus ama os Pobres e, por conseguinte, ama os que amam os Pobres, porque, quando amamos alguém, temos afeição por seus amigos e servidores. (…) Vamos, pois, meus irmãos, e dediquemo-nos com um amor novo a servir os Pobres, e mesmo busquemos os mais pobres e os mais abandonados” (São Vicente de Paulo, XI, 392-393).


Santo cuja caridade, deve ser exemplo para todo Critão!

“É seguro que, quando a caridade mora numa alma, toma posse de todas as suas potências; não lhe dá descanso; é um fogo que está constantemente ativo; mantém sempre em ação a pessoa que está por ela inflamada” (São Vicente de Paulo, XI, 215-216)




Fonte: http://www.padrejoaosv.com/historia_de_sao_vicente.php

terça-feira, 19 de setembro de 2000

São Gennaro (São Januário)



Bispo de Benevento.
Célebre patrono da cidade italiana de Nápoles, onde é conhecido como San Gennaro. É festejado todos os 19 de setembro, quando se repete o milagre da transubstanciação (transformação) de seu sangue, armazenado num relicário. 




O milagre de São Januário (San Gennaro)
São Januário nasceu em Nápoles, no ano 270 d.C. Nada se sabe ao certo sobre os primeiros anos de sua vida. Em 302 foi ordenado sacerdote, e por sua piedade e virtude foi escolhido, pouco depois, para Bispo de Benevento. Sua caridade, infatigável zelo e solicitude pastoral desterraram de sua diocese a indigência, tendo ele socorrido a todos os necessitados e aflitos.
Quando em 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou em todo o Império cruel perseguição contra o Cristianismo, obrigando os fiéis a oferecer sacrifícios às divindades pagãs, nosso santo teve muitas ocasiões de manifestar o valor de seu zelo, socorrendo os cristãos, não só nos limites de sua diocese, mas em todas as cidades circunvizinhas. Penetrava nos cárceres, estimulando seus irmãos na fé e perseverança final, alcançando também, naquela ocasião. grande número de conversões. O êxito de seu apostolado não tardou a despertar atenção de Dracônio, governador da Campânia, que o mandou prender.
Diante do tribunal, São Januário foi reprovado pelo pró-consul Timóteo, que lhe apresentou a seguinte alternativa:
— “Ou ofereces incenso aos deuses, ou renuncias à vida”.
— “Não posso imolar ao inimigo, pois tenho a honra de sacrificar todos os dias ao verdadeiro Deus" - respondeu com altaneria o santo, referindo-se à celebração eucarística.
Irado, o pró-consul ordenou que o santo Bispo fosse lançado imediatamente numa fornalha ardente. Mas Deus quis renovar em favor de seu fiel servo o milagre dos três jovens israelitas, atirados também nas chamas, de que fala o Antigo Testamento. São Januário saiu desta prova do fogo ileso, para grande surpresa dos pagãos.
O tirano, atribuindo o prodígio a artes mágicas, ordenou que São Januário e mais seis outros cristãos fossem conduzidos a Puzzoles, onde seriam lançados às feras na arena.
No dia marcado para o suplicio, o povo lotou o anfiteatro da cidade. No centro da arena. São Januário encorajava os companheiros: “Ânimo, irmãos, este é o dia do nosso triunfo, combatamos com valor nosso sangue por Aquele Senhor, a quem devemos a vida”.
Mal terminara de falar foram libertados leões, tigres e leopardos famintos, que correram em direção às vítimas. Mas, em lugar de despedaçá-las, prostraram-se diante do Bispo de Benevento e começaram a lamber-lhes os pés. Ouviu-se então um grande murmúrio no anfiteatro, que reconhecia não existir outro verdadeiro Deus senão o dos cristãos. Muitos pediram clemência. Mas o pró-consul, cego de ódio, mandou decapitar aqueles cristãos, sendo executada a ordem na praça Vulcânia, no dia 19 de setembro de 305.
Os corpos dos mártires foram conduzidos pelos fiéis às suas respectivas cidades. Segundo relataram as crônicas, uma piedosa mulher recolheu em duas ampolas o sangue que escorria do corpo de São Januário, quando este era transportado para Benavento.
 
Os restos mortais do Bispo mártir foram transladados para sua cidade nata — Nápoles — em 432. No ano 820 voltaram para Benavento. Em 1497 retornaram definitivamente para Nápoles, onde repousam até hoje, em majestosa Catedral gótica.



Aí se realiza o perpétuo sangue, que se dá duas vezes por ano, no sábado que antecede o primeiro domingo de maio aniversário da primeira transladação, e a 19 de setembro, festa do martírio do santo e no dia 16 de dezembro (dia em que Nápoles foi protegido da erupção do Vesúvio). As datas da liquefação do sangue de São Januário são celebradas com grande pompa e esplendor.



As relíquias são expostas ao público, e se a liquefação não se verifica imediatamente. iniciam-se preces coletivas. Se o milagre tarda, os fiéis compenetram-se de que a demora se deve a seus pecados. Rezam então orações penitenciais, como o salmo “Miserere”, composto pelo Santo Rei Davi. Como ocorre no video a seguir:






Quando o milagre ocorre, o Clero entoa solene Te Deum, a multidão prorrompe em vivas. os sinos repicam e toda a cidade se rejubila.

Entretanto, sempre que nas datas costumeiras o sangue não se liquefaz, Isso significa o aviso de tristes acontecimentos vindouros, segundo uma antiga tradição nunca desmentida.
O sangue de São Januário está recolhido em duas ampolas de vidro, hermeticamente fechadas, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60 cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25 cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos.

A liquefação do sangue produz-se espontaneamente, sob as mais variadas circunstâncias, independentemente da temperatura ou do movimento, o sangue passa do estado pastoso ao fluido e, até, fluidíssimo. A liquefação ocorre da periferia para o centro e vice-versa. Algumas vezes, o sangue liquefaz-se instantânea e inteiramente, ou, por vezes, permanece um denso coágulo em meio ao resto liquefeito. Alterar-se o colorido: desde o vermelho mais escuro até o rubro mais vivo. Não poucas vezes surgem bolhas e sangue fresco e espumante sobe rapidamente até o topo da ampola maior.


Trata-se verdadeiramente de sangue humano, comprovado por análises espectroscópicas.
Há algumas peculiaridades, que constituem outros milagres dentro do milagre liquefação, há uma variação do volume: algumas vezes diminui e outras vezes aumenta até o dobro. Varia também quanto à massa e quanto ao peso.
Em janeiro de 1991, o prof. G. Sperindeo utilizando-se, com o máximo cuidado, de aparelhos de alta precisão, encontrou uma variação de cerca de 25 gramas. O peso aumentava enquanto o volume diminuía. Esse acréscimo de peso contraria frontalmente o princípio da conservação da massa (uma das leis fundamentais da Física) e é absolutamente inexplicável, pois as ampolas encontram-se hermeticamente fechadas, sem possibilidade de receber acréscimo de substâncias do exterior.
A notícia escrita mais antiga e segura do milagre consta de uma crônica do século XIV. Desde 1659, estão rigorosamente anotadas todas as liquefações, que já perfazem mais de dez mil!
A relíquia de São Januário tem protegido Nápoles eficazmente contra a peste e as erupções do Vesúvio, distante da cidade apenas duas léguas e meia. Por ocasião de uma erupção em 1707, que ameaçava destruir Nápoles, o povo levou as ampolas em solene procissão até o sopé do vulcão; imediatamente a erupção cessou!
Em 1944, o Vesúvio expeliu lavas, cinzas, pedras e uma poeira arenosa, que alcançou grande altura. Foi sua última erupção. O vento levou essa poeira através do Mediterrâneo, a qual chegou a atingir a Grécia, a Turquia, a Espanha e o Marrocos. Nápoles permaneceu imune.
Supliquemos a este grande Santo Protetor, que salve não apenas Nápoles, mas a Itália e o mundo inteiro de um incêndio mil vezes pior do que o produzido por erupções vulcânicas: o comunismo, a seita atéia, que visa varrer da face da terra o nome cristão.

Documentário: assista com discernimento.













domingo, 10 de setembro de 2000

Santo Ambrósio Edward Barlow



St. Ambrose Edward Barlow (1585-1641)
Nasceu perto de Manchester, Inglaterra, em uma família nobre. Ele foi batizado católico em seu nascimento, mas foi criado protestante quando o catolicismo foi proibido pela monarquia reinante.
Seu avô morreu enquanto estava preso por sua fé católica, e seu pai teve dois terços de seus bens confiscados por se recusarem a se conformar à Igreja da Inglaterra.
Ambrósio retornou ao catolicismo quando adulto, reconheceu sua vocação ao sacerdócio e viajou para a França para entrar no seminário. Ele foi ordenado em 1617 na Ordem de São Bento.
Ele retornou à Inglaterra para ministrar aos católicos clandestinos em sua terra natal, o sul de Lancashire, por 24 anos, sendo apoiado financeiramente com uma pensão arranjada por sua avó.
Ambrose celebrava missa diariamente e administrou os sacramentos secretamente para evitar a detecção pelas autoridades. Ele foi preso quatro vezes durante seu sacerdócio, sendo liberado a cada vez sem acusação.
Quando o rei decretou que todos os padres católicos fugissem imediatamente do país ou seriam presos e condenados como traidores, Santo Ambrósio preferiu ficar, argumentando que não poderia morrer melhor do que ser martirizado por ser um padre católico.
Em 25 de abril de 1631, quando terminou a Missa do Domingo de Páscoa em Morley Hall, perto de Manchester, ele foi preso por uma forte massa armada de 400 homens liderada pelo vigário anglicano local.
Ele admitiu livremente a acusação de ser um padre católico e deu uma defesa da verdadeira fé diante de seu juiz. Ele foi condenado a ser enforcado, arrastado, esquartejado e cozido em óleo em 10 de setembro de 1641.
Seu cadáver foi exibido publicamente em um lúcio como uma advertência a outros padres católicos. St. Ambrose Edward Barlow é um dos Quarenta Mártires da Inglaterra e do País de Gales. Sua festa é 10 de setembro.



Sua mão direita é mantida pelos monges beneditinos de Mount Angel Abbey em Saint Benedict, Oregon.

fonte: https://www.facebook.com/ConegoPauloRoberto/posts/1047189309034072

quarta-feira, 30 de agosto de 2000

Santo Alexandre de Svir


Santo Alexandre de Svir nasceu em 15 julho de 1448, no dia da festa do profeta Amós, recebendo este nome quando do seu Batismo.

Este abençoado Amigo de Deus marcou o monaquismo introduzido nas florestas profundas do Norte russo, entre os monges que vivem no mais rigoroso ascetismo, e o Espírito Santo Lhe concedeu os mais extraordinários dons.

Seus pais, Estevão e Vasa eram camponeses. Eles tiveram filhos e filhas, mas esses, ao se tornarem adultos,viviam longe dos pais. Queriam ter outro filho, e oravam com fervor a Deus.

Um dia, ouviram uma voz do alto que dizia: "Alegrai-vos, bom homem e mulher, vocês vão ter um filho, e através do seu nascimento Deus agraciará à Sua Igreja."
Amós sempre foi uma criança especial. Obediente e dócil,evitava os jogos, piadas e o falar sujo, usava roupas tão pobres e chegava a ficar enfraquecido pelo jejum, de modo que até mesmo causava ansiedades em sua mãe.
Quando ficou mais velho,certa vez encontrou alguns monges de Valamo que estavam em sua cidade para comprar mantimentos para o mosteiro.
Já neste tempo Valamo era conhecido como um mosteiro de piedade profunda e rigorosa vida ascética. Depois de falar com os monges, o jovem ficou fascinado ao conhecer a vida em um skete(um monastério para dois ou três monges)e sobre os aspectos da vida solitária dos eremitas.
Sabendo que seus pais tinham arranjado um casamento para ele,o jovem foi secretamente ao Monasterio de Valamo quando tinha dezenove anos. Sob o disfarce de um viajante,um anjo de Deus apareceu-lhe, mostrando-lhe o caminho para a ilha.
Amós viveu por sete anos no mosteiro como noviço, levando uma vida austera. Passava os dias no trabalho, e as noites em vigilância e oração, as vezes na floresta, em cima de um tronco sem cobertura,coberto por mosquitos, e em oração permanecia até ouvir o canto matinal dos pássaros.
No ano de 1474, Amós recebeu a tonsura monástica com o nome de Alexandre. Depois de vários anos, seus pais finalmente conseguiram chegar até o Monastério, onde seu filho estava. Seguindo o exemplo de seu filho, os pais também ingressaram no mosteiro e foram tonsurados com os nomes de Sérgio e Barbara. Após a morte de ambos, São Alexandre, com a bênção do igumeno do mosteiro, ingressou para uma ilha deserta, onde lá construiu uma célula na fenda de um penhasco, o local onde foram realizadas muitas façanhas espirituais.
A fama do seu asceticismo se propagou. Em 1485 São Alexandre, ao receber uma ordem dos Céus, escolheu um local na floresta nas margens de um belo lago, que mais tarde foi chamado Santo. Nesta localidade,o monge construiu uma cabana e viveu em solidão por sete anos, comendo apenas o que encontrava na floresta (mais tarde neste lugar,o Lago Santo,São Alexander fundou o mosteiro da Santíssima e Vivificante Trindade.
Durante este tempo, o santo experimentou os sofrimentos da fome mais feroz,geadas,doenças e as tentações demoníacas.
Mas o Senhor continuamente lhe dava sustento espiritual e a resistência física dos justos. 
Certa vez, submetido ao sofrimento de uma enfermidade terrível, pela qual se tornou incapaz de se levantar do chão ou mesmo de levantar a cabeça. 
Ele mesmo prostrado como estava, permaneceu cantando os Salmos. Então, um homem glorificado lhe apareceu. Colocando a mão sobre o local em que sentia mais dor, fez o Sinal da Cruz sobre o santo, o curando.
Em 1493, durante uma caçada, o fazendeiro André Zavalishin avistou a cabana do santo. André foi até lá, contando ao monge sobre uma estranha luminosidade que vinha daquele lugar. Ele pediu ao monge para lhe orientar sobre a sua vida. A partir deste dia, André começou a visitar Santo Alexandre muitas vezes , até que um dia, sendo orientado pelo monge, foi para Valaam, onde foi tonsurado com o nome de Adriano. Mais tarde, ele mesmo fundou o mosteiro Ondrusov, e levou uma vida santa (26 de agosto e 17 de maio). 
André não foi capaz de manter silêncio sobre o asceta, apesar de ter prometido o silencio ao santo. Notícias sobre o justo começaram a se propagar em grandes proporções, e os monges começaram a se reunir em torno dele. Devido a isso, Santo Alexandre se afastou dos seus irmãos e construiu para si uma morada distante do mosteiro. Lá encontrou uma multidão de tentações. Os demônios assumiam formas bestiais, como serpentes terríveis, que o instavam a fugir. No entanto, a oração do santo queimou e dispersou os demônios com uma chama ardente. 
Em 1508, vinte e três anos depois do santo ter chegado a este lugar isolado, a Santíssima e Vivificante Trindade apareceu ao santo.



Em certa noite, quando orava em sua cabana, repentinamente uma luz intensa brilhou, e o monge viu três homens,vestidos em trajes de um branco radiante, e Estes se aproximaram dele. A Glória celeste, brilhava de forma radiante sobre Eles. Cada um deles tinha um cajado na mão.
O monge desmaiou aterrorizado, mas ao recobrar os seus sentidos, se prostrou no chão. 
Tomando-o pela mão, um dos homens lhe disse: "Tende confiança, abençoado,e não tenha medo."


 Ao santo foi ordenado construir uma igreja e um mosteiro. Ele caiu de joelhos, afirmando a sua própria indignidade, mas que o Senhor o ressuscitou e lhe ordenou cumprir os mandamentos. 
Santo Alexandre perguntou para quem a igreja deveria ser dedicada. O Senhor então disse: "Amado, como você vê aqueles que falam com você em três pessoas, assim também deve construir a Igreja, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, a Trindade Una em Essência. Deixo-vos a paz e a Minha paz vos dou." 
E logo Santo Alexandre contemplou o Senhor dotado de asas abertas, indo para o céu, e logo desaparecendo.
Na história da Igreja Ortodoxa este evento é reconhecido como único. Imediatamente após esta visão, o monge começou a pensar em como construir a igreja. Certa vez, enquanto orava a Deus, ouviu uma voz vinda do alto. Olhando para os céus, viu um anjo de Deus dotado do manto e do véu dos monges, assim como na visão de São Pacômio.
O anjo, em pé no ar com as asas abertas e as mãos erguidas, proclamou: "Só Um é santo, só o Senhor Jesus Cristo, para glória de Deus Pai. Amém". Então o Anjo virou-se para Santo Alexandre dizendo: "Construa sobre este local a Igreja, em nome do Senhor que lhe apareceu em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, a Trindade indivisível". Depois de fazer o Sinal da Cruz sobre o local três vezes, o anjo tornou-se invisível. 
Nesse mesmo ano, uma igreja em Honra a Vivificante Trindade Santa, toda de madeira, foi construída (em 1526 também uma igreja de pedra). Ao tempo que a construção da igreja se consolidava, os irmãos começaram a incitar Santo Alexandre a aceitar o sacerdócio. 
Por muito tempo recusou, considerando-se indigno. Então os irmãos começaram a implorar a São Serapião, Arcebispo de Novgorod (comemorado no dia16 de março), para convencê-lo a aceitar o cargo. E assim, naquele mesmo ano, Santo Alexandre viajou para Novgorod e recebeu a ordenação do próprio santo arcebispo. Logo depois, os irmãos pediram ao santo para que ele fosse o seu igumeno.
Como igumeno, o monge tornou-se ainda mais humilde do que antes. Suas roupas eram todas feitas de farrapos, e passou a dormir diretamente no chão. Ele mesmo preparava o seu alimento, uma massa sovada e pão. Certo dia, não havendo lenha o suficiente, o cozinheiro pediu para o igumeno enviar monges ocioso para cortar lenha. "Eu estou ocioso", disse o santo, e ele começou a cortar lenha. Em outra ocasião, ele carregava água, enquanto todos os 
demais estavam dormindo, e o santo ainda fazia a moagem do trigo manualmente, para obtenção da farinha para o pão. Ele fazia rondas noturnas das células, e se ele ouvia conversas vãs, batia levemente na porta e partia, mas de manhã avisava o irmão, impunha uma penitência a ele. 
Próximo do fim de sua vida, Santo Alexander decidiu construir uma igreja de pedra em honra da Proteção da Santíssima Mãe de Deus. 
Uma noite, depois de cantar um Akathiste à Santíssima Mãe de Deus, foi descansar em sua cela. Até que ouviu o seguinte : "Criança, sede sóbrio e alerta, porque a esta hora, teremos uma maravilhosa e surpreendente visita. " 
Então veio uma voz de trovão: "Eis que o Senhor e Sua Mãe estão chegando."
O monge correu para fora da cela, e uma grande luz iluminou-lo, brilhando sobre todo o mosteiro, com uma luminosidade mais brilhante que os raios do sol. 
O santo viu a Toda Pura Mãe de Deus acima das fundações da futura Igreja da Proteção, sentada onde se daria o Altar, como uma imperatriz no trono. Ela segurava o Menino Jesus nos braços, e uma multidão de anjos se movimentavam diante Dela, brilhando com um brilho indescritível. 
Ele se prostrou, incapaz de suportar a grande luz. A Mãe de Deus disse: "Levanta-te, escolhido de Meu Filho e Deus. Eu vim aqui para visitá-lo, meu querido, e olhar para a base da minha igreja. Você suplicou pelos seus discípulos e por este mosteiro. A partir de hoje haverá abundância, não só durante a sua vida, mas também após sua morte. Tudo o que o mosteiro precisar será concedido em abundância. Veja atentamente como muitos monges estão reunidos em seu rebanho. Você deve orientá-los sobre a caminho da salvação em nome da Santíssima Trindade." 


O santo levantou-se e viu uma multidão de monges. Mais uma vez a Mãe de Deus disse: "Meu querido, se alguém traz ainda um tijolo para a construção da minha igreja, em nome de Jesus Cristo, meu filho e Deus, o seu tesouro não perecerá." E Ela então tornou-se invisível. 
Antecipando a sua morte, o santo ofertava a todos o seu maravilhoso exemplo de humildade. Chamou os irmãos e disse-lhes sobre as medidas para com o seu corpo após sua morte: "Peguem o meu corpo pecador pelas pernas e o arraste para um matagal pantanoso e, depois de cobri-lo com peles, o joguem no pantano" Os irmãos responderam: "Não, pai, não nos é possível fazer isso." Então o asceta santo ordenou que seu corpo não fosse mantido no mosteiro, mas em um lugar de reclusão, a Igreja da Transfiguração do Senhor. 
Santo Alexander partiu para o Reino celestial em 30 de agosto de 1533 na idade de 85 anos.
Ele foi glorificado pelos maravilhosos milagres realizados durante sua vida e após sua morte. 



Em 1545, seu discípulo e sucessor, Igumeno Herodion, compilou sua vida. Em 1547 a celebração do lago santo foi instituída, através de um serviço foi composto por ele.
Em 17 de abril de 1641, durante a reconstrução da Igreja da Transfiguração, as relíquias de Santo Alexandre de Svir foram descobertas incorruptas e sua celebração pela Igreja universal foi estabelecida em duas datas: No dia do seu repouso, 30 de agosto, e no dia da glorificação (a descoberta de suas relíquias), 17 de abril.





Ele liderou uma grande multidão de discípulos, como a Mãe de Deus lhe havia prometido. Entre eles estão os Santos Monges Inácio, Leonidas, Cornélio, Dionísio, Atanásio, Teodoro, e Terápio, todos de Ostrov.
Além destes santos, existem os discípulos de Santo Alexandre de Svir que são comemorados em dias diferentes, como Santo Atanásio de Syandem (18 de janeiro), São Gennadius de Vasheozersk (09 de fevereiro), São Macário de Orodezh (09 de agosto), São Adriano de Ondrosov (17 de maio), São Niceforo Vasheozersk (09 de fevereiro), São Gennadius de Kostroma e Liubimograd (23 de janeiro). 
Todos estes santos (exceto São Gennadius de Kostroma) são retratados no ícone dos Padres monásticos que brilharam na terra de Karelia (ícone da igreja no Seminário de Kuopio, Finlândia). A celebração festiva do Sinaxe dos Santos, que resplandeceu em Karelia é comemorada pela Igreja Ortodoxa Finlandesa no primeiro Sábado 
compreendido entre 31 de outubro e 06 de novembro. 



As relíquias incorruptas do santo foram retiradas do Mosteiro de Svir pelos bolcheviques em 20 de Dezembro de 1918, após várias tentativas infrutíferas de confiscá-las. 
Houve uma infame campanha para liquidar as relíquias dos santos, que teve seu apogeu entre os fatídicos anos de 1919 a 1922. As santas relíquias de muitos santos russos foram roubadas e submetidas as "análises científicas" ou exibidas em museus anti-religiosos, para sofrer todo o tipo de escarnio. Muitas delas foram totalmente destruídas.
Esperando poder provar que as relíquias eram falsas, os soviéticos realizara, muitos testes. 
No entanto, os testes só confirmavam o caráter genuíno das relíquias. 
Finalmente, as relíquias sagradas foram transladadas para os militares da Academia Medida de Petrogrado. E lá eles permaneceram por quase oitenta anos.


A segunda descoberta das relíquias de São Alexander Svir ocorreu em Dezembro de 1997. 
As relíquias foram encontradas novamente incorruptas, do modo igual ao qual foram confiscadas, com a aparência do santo combinando com a descrição dos registos de 1641.
Uma vez que foi comprovado que eram verdadeiramente as relíquias de Santo Alexandre, o Metropolita Vladimir, de São Petersburgo, permitiu o seu translado para a igreja de Santa Sofia e suas três filhas,Fé, Amor e Esperança, para lá permanecer durante quatro meses, antes do retorno ao Mosteiro de Svir.
Quando os devotos iam venerar as relíquias de São Alexander, foi notado que delas exalava uma fragrância de mirra. 
As santas relíquias foram levadas para Mosteiro de Santo Alexander Svir em Novembro de 1998, e curas milagrosas continuam até os dias de hoje a se realizar diante delas.





sexta-feira, 4 de agosto de 2000

sexta-feira, 19 de maio de 2000

São Celestino V (São Pedro Celestino)


Pedro nasceu em 1215 na Itália, filho de pais camponeses. Segundo os escritos, decidiu que seria religioso aos seis anos de idade, quando revelou esse desejo à mãe. Cresceu estudando com os beneditinos e, assim que terminou os estudos, retirou-se para um local isolado, onde viveu por alguns anos. Depois foi para Roma recebendo o sacerdócio em 1239.


Voltou para a vida de eremita e foi viver no sopé de um morro onde levantou uma cela, vivendo de penitências e orações contemplativas.
Em 1251 fundou, com a colaboração de dois companheiros, um convento. Rapidamente, sob a direção de Pedro, o convento abrigava cada vez mais seguidores. Assim, ele fundou uma nova Ordem, mais tarde chamada "dos Celestinos".


Em 1292 morreu o Papa Nicolau V e Pedro foi eleito o novo papa. Entretanto a sua escolha foi política, por pressão de Carlos II, rei de Nápoles. Com temperamento para a vida contemplativa e não para a de governança, o erro de estratégia logo foi percebido pelos cardeais.


Pedro Celestino exerceu o papado durante um período cheio de intrigas, crises e momentos difíceis. Reconhecendo-se deslocado, renunciou em favor do Papa Bonifácio VIII, seu sucessor. Para não gerar um cisma na Igreja, Pedro Celestino aceitou humildemente ficar prisioneiro no Castelo Fumone. Ali permaneceu até sua morte.


Dez meses depois de seu confinamento, Pedro Celestino teve uma visão e ficou sabendo o dia de sua morte. Assim, recebeu os Santos Sacramentos e aguardou por ela, que chegou exatamente no dia e momento previstos: 19 de maio de 1296.


fonte: https://www.a12.com/reze-no-santuario/santo-do-dia?s=sao-pedro-celestino




domingo, 12 de março de 2000

São Luís Orione

Luís Orione nasceu em Pontecurone, um pequeno município na Diocese de Tortona, no Norte da Itália, no dia 23 de junho de 1872. Aos treze anos foi recebido como Aspirante num Convento Franciscano em Voghera, uma cidade próxima na Região de Pavia; saiu um ano depois devido a doença. De 1886 a 1889 foi aluno de Dom Bosco no Oratório Salesiano de Valdocco em Turim.


No dia 16 de outubro de 1889 entrou no Seminário Diocesano de Tortona. Ainda jovem seminarista se dedicava a obras de solidariedade para com os necessitados, participando da «Sociedade de Socorro Mútuo São Marciano» e das Conferências Vicentinas. No dia três de Julho de 1892 abriu seu primeiro Oratório, um centro de educação cristã e de recreação para os meninos pobres. No ano seguinte, no dia 15 de Outubro de 1893, Orione um seminarista de 21 anos, fundou no Bairro de São Bernardino um Colégio, com escola em regime de internato, para rapazes de famílias pobres. 


No dia 13 de abril de 1895, Luís Orione foi ordenado sacerdote e, no mesmo dia, o bispo deu a batina a seis alunos do Colégio com vocação sacerdotal. Numa seqüência rápida, o Pe. Luís Orione abriu novas fundações em Mornico Losana na Região de Pavia, em Noto na Sicília, em Sanremo e em Roma.


Ligados a Dom Orione se uniram Seminaristas e Padres que formaram o primeiro núcleo de uma nova Família Religiosa a «Pequena Obra da Divina Providência». Em 1899 Dom Orione deu início a mais um Ramo da nova Congregação: os «Eremitas da Divina Providência». O Bispo de Tortona, Dom Igino Bandi, com Decreto datado de 21 de Março de 1903, deu aprovação canônica aos «Filhos da Divina Providência», Congregação Religiosa de Padres, Irmãos e Eremitas da Família da Pequena Obra da Divina Providência. A Congregação e toda a Família Religiosa se propunha «trabalhar para levar os pequenos os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade», desejando consagrar-se com um IV Voto «de especial fidelidade ao Papa». Já nas Primeiras Constituições de 1904 constava também o propósito de «trabalhar pela união das Igrejas Separadas».

Animado por uma grande paixão pela Igreja e pelas Almas, Dom Orione se envolveu ativamente nos problemas emergente da época: a luta pela liberdade e a unidade da Igreja, a questão romana, o modernismo, o socialismo, a evangelização das massas operárias. Dom Orione teve atuação heróica no socorro às vítimas dos terremotos de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915). Por decisão do Papa São Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Messina por 3 anos.


Vinte anos depois da fundação dos Filhos da Divina Providência, em 29 de junho de 1915, surgiu como novo ramo a Congregação das «Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade», Religiosas movidas pelo mesmo carisma fundacional. Ao novo ramo se associaram as «Irmãs Sacramentinas Adoradoras não videntes» e algum tempo depois as «Contemplativas de Jesus Crucificado».


O Pe. Luís Orione se empenhou em organizar grupos Leigos: as «Damas da Divina Providência», os «Ex-Alunos» e os «Amigos». Nos anos seguintes, outros grupos foram constituídos como o «Instituto Secular Orionita — ISO» e o amplo leque de Associações do «Movimento Laical Orionita — MLO».

Depois da primeira Grande Guerra (1914-1918) multiplicaram-se as escolas, colégios, colônias agrícolas, obras caritativas e sociais. Entre as muita obras, as mais características foram os «Pequenos Cotolengos», instituições destinadas aos mais sofredores e abandonados, localizadas nas periferias das grandes cidades, para serem «novos púlpitos» a anunciarem Jesus Cristo e sua Igreja e para serem «faróis de fé e de civilização».


O zelo missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de Missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida à Argentina e ao Uruguai (1921), à Palestina (1921), à Polônia (1923), a Rodes (1925), aos Estados Unidos (1934), á Inglaterra (1935) e à Albânia (1936). Dom Orione esteve pessoalmente como missionário, duas vezes, na América Latina: em 1921 e nos anos de 1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao Chile.


Recebeu grandes demonstrações de estima de Papas e de Autoridades que lhe confiaram missões importantes e delicadas, para sanar feridas profundas no seio da Igreja e da Sociedade e em difíceis situações de relacionamentos entre a Igreja e a Sociedade civil. Foi Dom Orione pregador popular, confessor e organizador de peregrinações, de missões populares e de presépios vivos. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana e ergueu santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda em Tortona e o de Nossa Senhora de Caravaggio; na construção desses santuários será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos mais operários civis.

Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias respiratórias foi enviado e praticamente forçado pelos médicos e confrades a se retirar para Sanremo; foi para lá protestando: «não é entre as palmeiras que eu quero viver e morrer, mas no meio dos pobres que são Jesus Cristo». E ali, três dias depois de ter chegado, morreu no dia 12 de Março, sussurrando suas últimas palavras: «Jesus! Jesus! estou indo».

Corpo incorrupto de São Luís Orione.

O corpo foi sepultado devotamente na cripta do Santuário da Guarda e encontrado incólume vinte e cinco anos depois, em 1965. No dia 26 de Outubro de 1980, João Paulo II declarou Dom Orione bem-aventurado.

Coração incorrupto de São Luís Orione.


Fonte: https://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20040516_orione_po.html